15/01/2003 09h51 – Atualizado em 15/01/2003 09h51
Eles são produzidos sem a utilização de produtos químicos, rendem boas cifras ao agricultor e ainda não prejudicam o meio ambiente. Com todos estes atributos, os produtos orgânicos começam a ocupar cada vez mais espaço nas prateleiras dos supermercados, mesmo com o preço mais salgado do que o tradicional. Dados da área de Agricultura Orgânica da Emater dão conta de que nas últimas cinco safras, a produção cresceu cerca de 800% no estado. Na safra 2001/2002, foram colhidas 46 mil toneladas, contra apenas 4.365 de 1996/ 1997. No ano passado, a produção de orgânicos gerou R$ 50 milhões.
Segundo a publicação “Agricultura Orgânica – Quando o Passado é o Futuro”, no Brasil, o mercado de produtos orgânicos movimenta por ano cerca de US$ 260 milhões. O Paraná é um dos estados com maior número de agricultores orgânicos, de acordo com informações do Departamento de Economia da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Deral). São 4 mil produtores que ocupam uma área de 14 mil hectares. “A agricultura orgânica é tipicamente familiar, sua característica é a manutenção do homem no campo. A área média de cada produtor é de 3,3 hectares. Esse tipo de cultura é também uma forma de criar empregos, já que a produção comum emprega um agricultor por hectare e na orgânica, são dois para cada hectare”, afirma Iniberto Hamerschimtt, coordenador da Área de Agricultura Orgânica da Emater.
A soja, o açúcar mascavo e as olerícolas (como tomate e pepino) são os alimentos produzidos em maior escala. A soja e o açúcar são destinados à exportação e as olerícolas abastecem o mercado interno.
Fonte: Gazeta do Povo




