15/01/2003 11h03 – Atualizado em 15/01/2003 11h03
As mulheres com diabete que engravidam apresentam uma probabilidade maior de ter um bebê com defeitos congênitos que as gestantes sem a doença ou algumas mulheres que desenvolvem diabete durante a gestação, informaram pesquisadores norte-americanos. Os defeitos congênitos mais comuns identificados no estudo afetaram o cérebro, a medula espinhal, o coração e o trato gastrintestinal.
Essa descoberta, porém, não significa que todas as mulheres com diabete devem temer pelos bebês que esperam, pois há maneiras de as pacientes diabéticas reduzirem o risco de ter um filho com defeitos congênitos, disse a coordenadora da pesquisa, Jeanne S. Sheffield, do Centro Médico Southwestern da Universidade do Texas, em Dallas. Estudos anteriores mostraram que quanto melhor as mulheres controlam os níveis de açúcar no sangue, menor é a probabilidade de seus bebês apresentarem defeitos ao nascer.
“Se as mulheres com diabete pensam em engravidar, a melhor coisa que podem fazer é manter os níveis de açúcar sob controle”, aconselhou Sheffield. Os pesquisadores coletaram informações de todas as pacientes que tiveram bebês no Hospital Parkland, em Dallas, entre janeiro de 1991 e dezembro de 2000. Identificaram as mulheres com diabete e determinaram se elas já tinham a doença antes de engravidar ou se a desenvolveram durante a gestação, quando a enfermidade recebe o nome de diabete gestacional. A equipe considerou a diabete gestacional branda quando as pacientes conseguiam controlar os níveis de glicose (açúcar) apenas por meio de dieta, sem a necessidade de insulina.
Na edição de novembro da revista médica Obstetrics & Gynecology, Sheffield e colaboradores relatam que, das 145.196 mulheres que tiveram bebês durante o período do estudo, 2.687 (quase 2 por cento) tinham diabete. Entre estas pacientes, 410 (0,3 por cento) haviam recebido diagnóstico de diabete antes de engravidar.
Fonte: Terra



