15/01/2003 16h41 – Atualizado em 15/01/2003 16h41
Internos da unidade 31 da Febem, em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, promovem hoje nova rebelião. Ao menos seis conselheiros tutelares estão no interior do prédio sob poder dos internos.
O motim teve início por volta das 16h na ala G. A tropa da choque da Polícia Militar foi acionada.
Os conselheiros visitavam a unidade 31 para avaliar a situação do prédio e dos adolescentes. De acordo com o sindicato dos funcionários da Febem (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor), nenhum monitor é mantido refém.
Entre a noite do último domingo e a madrugada de segunda-feira, os menores realizaram dois motins. Um funcionários foi ferido nas costas e nuca.
Segundo a conselheira Marina de Couto Onofre, que está na unidade 31, os conselheiros não se sentem ameaçados pelos adolescentes.
Segundo disse à Folha Online, os menores afirmam que os conselheiros poderão deixar a unidade quando o helicóptero da polícia e a tropa da choque se afastarem.
Os internos pedem transferências e o fechamento da unidade.
Destruição
A unidade foi parcialmente destruída na rebelião ocorrida no fim de semana. Noventa dos 276 adolescentes que estavam no complexo foram transferidos.
A Febem de Franco da Rocha é alvo de denúncias de maus-tratos feitas por promotores da Infância e Juventude e integrantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
Desde o dia 23, diversos motins ocorreram no local. Na última quinta-feira, quando o novo diretor da Febem, o promotor de Justiça Paulo Sérgio de Oliveira, assumiu, os internos quebraram os quartos e as camas de concreto com uma trave de vôlei e se armaram com pedaços de tijolos.
Ribeirão
A Unidade Permanente para réus primários da Febem de Ribeirão Preto (314 km de SP) teve um princípio de rebelião na tarde de ontem. A Polícia Militar cercou o prédio.
O motim durou cerca de 30 minutos e teve a participação de 20 adolescentes. Segundo a direção da unidade, os internos reclamavam da qualidade da comida.
Durante o protesto, eles colocaram fogo em alguns colchões e mantiveram dois funcionários como reféns. Segundo a direção, não houve feridos e o tumulto acabou com a promessa de melhoria da qualidade da alimentação.
Fonte: Folha Online





