14/01/2003 12h12 – Atualizado em 14/01/2003 12h12
Os familiares de um argentino que pesa 415 quilos lançaram um pedido de socorro a médicos e instituições para que os ajudassem a salvá-lo e obtiveram a resposta de um dos maiores especialistas em obesidade do país.
“A pessoa mais obesa que tratei foi uma com cerca de 320 quilos. Nestes casos, é preciso conseguir que a pessoa perca entre 100 e 150 quilos para poder ser operada”, disse Alberto Cormillot, ao tomar conhecimento do caso de Ramón Oscar Ddocument.write Chr(39)Angelo e responder ao chamado.
Este homem de 64 anos vive deitado em uma cama feita com blocos de cimento na cidade de Córdoba (centro da Argentina), sem receber atenção médica especializada, pois sequer pode ser levado para um hospital, já que não cabe numa ambulância.
No último dia 1o., conforme conta hoje o jornal Crónica, Ddocument.write Chr(39)Angelo desmaiou durante o banho devido a um problema de pressão arterial. Para levantá-lo, seus familiares tiveram que chamar os bombeiros e um grupo especial de salvamento.
Antes, foi preciso quebrar a marretada o local em que ele ficou entalado quando estava sentado.
O “supergordo”, como o jornal o chama, precisa de oxigênio permanentemente, dada a sua reduzida capacidade pulmonar. Além disso, sua aorta é muito entupida, o que torna qualquer movimento muito perigoso.
Ddocument.write Chr(39)Angelo “não foi sempre gordo”, conforme ressaltaram seus familiares, que lembram que ele começou a engordar depois de sofrer uma experiência que o traumatizou durante a última ditadura militar (1976-1983).
“Foi seqüestrado e libertado dois anos depois. Por causa das torturas que sofreu, falta pele em uma de suas pernas e ficou muito traumatizado”, disse sua filha Beatriz.
Ddocument.write Chr(39)Angelo trabalhou 50 anos como vendedor de jornais e, além disso, foi árbitro de futebol e guarda-costas do governador de sua província.
O especialista Alberto Cormillot entrou em contato com a família de Ddocument.write Chr(39)Angelo e se comprometeu a atendê-lo gratuitamente em sua clínica de Buenos Aires caso eles consigam que os serviços de saúde de Córdoba se encarreguem da mudança e do pagamento dos medicamentos.
Cormillot disse que será preciso pelo menos um ano de tratamento antes de poder operá-lo.
Fonte: Agência EFE




