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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Nova técnica regenera tecido cardíaco infartado

14/01/2003 14h37 – Atualizado em 14/01/2003 14h37

Pela primeira foi realizado com êxito um transplante de células-mãe no coração para consertar os danos causados por um infarto. A cirurgia foi realizada por médicos do Centro de Cardiologia da clínica Onze-Lieve Vrouw, na cidade belga de Alost. “O transplante ocorreu há três semanas, mas só foi divulgado hoje”, explicou o doutor Bernard De Bruyne, que participou da intervenção.

Os doutores Joseph Bartunek e Mark Vanderheyden, em colaboração com vários centros internacionais, desenvolveram a técnica experimental, testada inicialmente em animais, durante vários anos.

O procedimento, pouco diferente da cirurgia tradicional, requer apenas um só dia e 24 horas de observação pós-operatória e começa com uma punção inicial para extrair algumas células mãe da medula óssea, também denominadas células CD34.

Posteriormente, as células extraídas são enviadas ao laboratório para filtragem e separação das células mãe, multiplicando assim as posibilidades de regenerar o tecido cardíaco e eliminando também a presença de qualquer outro elemento que diminua a eficácia da técnica.

O passo seguinte da operação é uma segunda punção com anestesia local, levando as células-mãe já filtradas, por meio de um cateter, à artéria coronária responsável pelo infarto. As células infectadas, em contato com o tecido cardíaco infartado, se transformam em células musculares que vão substituindo progressivamente o tecido danificado por tecido novo. Depois da operação, é preciso esperar quatro ou cinco meses para poder constatar a evolução da intervenção no paciente.

A técnica apresentada está especialmente indicada para vítimas de um infarto que tenha danificado a função do ventrículo esquerdo, ou aqueles cuja única solução a longo prazo passa por um transplante do órgão completo.

Na próxima quinta-feira, está prevista uma segunda cirurgia similar em outro paciente infartado. Além disso, há uma lista de espera de outros cinco ou seis doentes que esperam beneficiar-se da nova técnica.

Fonte: Agência EFE

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