14/01/2003 15h57 – Atualizado em 14/01/2003 15h57
O dólar se mantém em queda e oscila em torno dos R$ 3,27 e R$ 3,26 com os investidores animados pelas primeiras captações externas por empresas, anunciadas hoje. Entretanto, a baixa da manhã perdeu um pouco do fôlego e o número de negócios nessa segunda etapa de operações é reduzido, após o volume intenso registrado durante a manhã.
Há pouco, a moeda era cotada a R$ 3,266 para venda, em queda de 1,18%. O risco-país, em contrapartida, sobe 1,71% e vale 1.244 pontos em um movimento de ajuste técnico após uma onda de quedas.
Se a tendência se mantiver até o fechamento, o que é provável, o dólar vai registrar seu primeiro fechamento abaixo de R$ 3,30 desde 17 de setembro.
Analistas aguardam ainda a entrada do dinheiro captado pelo Bradesco no exterior na semana passada, prevista para hoje. Entretanto, é forte a possibilidade de que os US$ 250 milhões sejam usados para operações do próprio banco e não cheguem a desembocar no mercado.
Além do Bradesco, Itaú, Unibanco, Votorantim, ABN Amro e Safra também fizeram operações de captação na última semana, totalizando US$ 925 milhões em entradas previstas para os próximos dias.
Hoje foi a vez das empresas entrarem no mercado de captações, após um semestre de aversão ao risco e escassez de linhas de crédito que estrangulou os financiamentos a companhias brasileiras. A Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Tubarão (CST) anunciaram a obtenção de financiamentos no mercado japonês – a primeira, de US$ 300 milhões e a segunda, de US$ 39 milhões.
Com isso, cresce a expectativa no mercado de que o fluxo de dólares para o país seja retomado, abrindo inclusive a possibilidade de o governo voltar a captar recursos no exterior após um hiato de quase um ano.
Fonte: Folha Online




