14/01/2003 16h39 – Atualizado em 14/01/2003 16h39
Os índios guarani-caiuá que estão acampados em Porto Cambira, próximo a Dourados, esperam uma decisão judicial que permita o enterro amanhã, às 10h, do líder assassinado Marcos Veron. O corpo está sendo velado no acampamento desde ontem à noite.
O entrave judicial é que a tribo quer o líder enterrado na antiga aldeia Taquara, em Juti, onde hoje existe a fazenda Brasília do Sul, área reivindicada pelo grupo desde 1998. Segundo denúncias, Veron teria morrido após espancamento sofrido durante a desocupação da área invadida no fim-de-semana.
O coordenador regional do CIMI/MS (Conselho Indigenista Missionário de MS), Jorge Vieira, está em Porto Cambira e denunciou que, pelo menos, mais cinco índios estão desaparecidos desde a desocupação. Ele tem elaborado relatórios que serão enviados ao CIMI em Brasília e ao Ministério da Justiça.
Segundo Vieira, lideranças de tribos de todo o Estado seguem para Porto Cambira para a celebração do “boro ú”, funeral de Marcos Veron. Conforme o indigenista, os guarani-caiuá aguardam com tristeza e apreensão o desenrolar da operação policial que pretende prender três funcionários da fazenda suspeitos de participação no espancamento de Veron.
Fonte: Campo Grande News



