14/01/2003 17h17 – Atualizado em 14/01/2003 17h17
O advogado do fiscal Rodrigo Silveirinha, que foi secretário adjunto de Administração Tributária durante o governo de Anthony Garotinho, Clóvis Sahione, não quis comentar o bloqueio de US$ 33,45 milhões feito pelo governo suíço em contas do fiscal.
Sahione nega todas as acusações que vem sendo feitas pelo governo suíço, Polícia Federal e Ministério Público Federal. Além de Silveirinha, o advogado defende os fiscais do Estado do Rio de Janeiro, Lúcio Manoel Picanço, Carlos Eduardo Pereira Ramos e Rômulo Gonçalves e ainda os fiscais da Receita Federal que trabalhavam no Rio Sérgio Jacome de Lucena e Axel Ripoll Hamer.
De acordo com acusações do Ministério Público Federal, há a suspeita da existência de um esquema de desvio de dinheiro montado dentro da Inspetoria de Grandes Contribuintes do governo do Rio durante a gestão de Garotinho, candidato derrotado à Presidência pelo PSB e marido da atual governadora do Rio, Rosinha Garotinho.
Segundo o advogado, até o momento, ele não recebeu nenhum documento que comprove ou que relacione seus clientes às acusações. Sahione afirma que o banco onde supostamente estaria depositado o dinheiro que seria produto de desvio negou a existência das contas.
Na quarta feira da próxima semana (dia 22), o advogado deverá encontrar-se com o delegado da Polícia Federal responsável pelo caso, Adauto de Almeida Martins.
Silveirinha chegou a ser empossado no cargo de presidente da Codin (Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro) por Rosinha, mas diante das denúncias, foi exonerado após quatro dias.
A Polícia Federal instaurou um inquérito no dia 11 de dezembro para apurar suspeitas de crimes de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro pelo grupo de fiscais.
Já o Ministério Público Federal pediu novamente o bloqueio e o repatriamento do dinheiro à Justiça Federal, que deve decidir ainda hoje. No dia 2 de dezembro, a Justiça já havia negado o primeiro pedido do Ministério Público Federal.
O Ministério Público Estadual também abriu inquérito civil na quinta-feira passada para apurar se houve crime de improbidade administrativa dos quatro funcionários públicos estaduais.
Fonte: Folha Online





