13/01/2003 09h11 – Atualizado em 13/01/2003 09h11
O Papa João Paulo II declarou hoje ante o corpo diplomático credenciado no Vaticano que uma guerra contra o Iraque só deveria ser declarada “em último recurso e sob condições muito estritas”.
Durante a tradicional saudação pelo Ano Novo aos embaixdadores credenciados na Santa Sé, o Papa evocou “as ameaças de uma guerra que afeta o povo do Iraque, terra de profetas, com populações extenuadas por mais de doze anos de embargo”.
“A guerra nunca é um meio como qualquer outro, ao qual se pode recorrer para solucionar disputas entre nações. Como recorda a Carta da Organização das Nações Unidas e do Direito Internacional, não pode ser adotada, mesmo que se trate de garantir o bem comum, se não for em casos extremos e sob condições muito estritas, sem descuidar das consequências para a população civil, durante e depois das operações”, afirmou o Papa em seu discurso, pronunciado em francês.
Ele deixou clara sua oposição em seu discurso anual. “Não à guerra! A guerra não é sempre inevitável. É sempre uma derrota para a humanidade”, afirmou o pontífice.
“E o que somos para falar da ameaça de uma guerra que pode atingir o Iraque, a terra dos profetas, um povo já afligido por mais de 12 anos de embargo?”
Fonte: AFP




