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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Brasil deve ajudar na crise venezualana

10/01/2003 08h43 – Atualizado em 10/01/2003 08h43

Os Estados Unidos preparam uma iniciativa para resolver a crise venezuelana com a criação de um “Grupo de Amigos da Venezuela” integrado por vários países, entre eles o Brasil, e que garanta um compromisso entre a oposição e o governo para a realização de eleições antecipadas. A informação foi publicada hoje no The Washington Post.

O jornal, que cita fontes diplomáticas norte-americanas e estrangeiras, informa que o Grupo de Amigos da Venezuela pode ser integrado por Brasil, Estados Unidos, Chile, possivelmente pela Espanha e por um representante do secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Conforme o jornal, os EUA decidiram tomar a iniciativa pelo temor de uma escassez de petróleo, ante as perspectivas de um ataque contra o Iraque e depois da suspensão das exportações venezuelanas devido à greve geral convocada pela oposição para obrigar o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a renunciar.

Espera-se que a iniciativa seja definida na semana que vem e seu objetivo imediato será colocar fim à greve que paralisou a economia da Venezuela e a paralisação das exportações de petróleo venezuelano, incluídos os 1,5 milhão de barris diários que exporta para os Estados Unidos e que significa 15% das importações de petróleo deste país. O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, manteve conversas a respeito com o ministro mexicano de Assuntos Exteriores, Jorge Castañeda, e com representantes do Governo brasileiro, afirma o jornal.

Powell também manteve contatos com Kofi Annan e com o secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Cesar Gaviria, que atua de mediador nas negociações entre a oposição e o governo de Chávez para buscar uma saída para a crise. De acordo com o Post, o presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, ainda não concordou com a idéia dos Estados Unidos e espera-se que tome uma decisão durante a reunião de chefes de Estado latino-americanos que convocou à margem dos atos de tomada de posse do presidente eleito do Equador.

O jornal informa que a Administração do presidente George W. Bush espera neutralizar a iniciativa amistosa do governo esquerdista do Brasil para Chávez e que outros países da região também consideram “contraproducente”.

Fonte: Agência EFE

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