09/01/2003 14h16 – Atualizado em 09/01/2003 14h16
Cientistas islandeses anunciaram hoje a identificação de variações dentro de um único gene que aumentam o risco do osteoporose, abrindo caminho para um diagnóstico prévio da doença. A descoberta da empresa DeCODE, da Islândia, marca o primeiro avanço concreto de uma aliança para estudo de várias doenças, firmada com o laboratório farmacêutico suíço Roche, que pode render US$ 300 milhões em financiamentos, pagamentos por descobertas marcantes e royalties à empresa de biotecnologia de Reykjavik.
A DeCODE vai ganhar uma quantia não especificada pela descoberta de sete variações no mesmo gene, localizado no cromossomo 20. Pessoas com estas variações genéticas têm várias vezes mais chances de desenvolver a osteoporose. Os cientistas da empresa analisam vínculos entre genes e doenças na população da Islândia, cuja conformação genética mudou pouco desde os vikings, identificaram o gene estudando mil portadores de osteoporose e parentes não afetados em 139 famílias.
A osteoporose pode se tornar um grave problema de saúde entre pessoas com mais de 50 anos, particularmente mulheres, e é caracterizada por um progressivo afinamento e enfraquecimento dos ossos. Portadores da doença têm grandes chances de sofrer fraturas.
De acordo com o presidente da deCODE, Kari Stefansson, um teste baseado na descoberta poder ser introduzido no mercado rapidamente, permitindo que os médicos chequem a predisposição à osteoporose com a facilidade de um exame de sangue. Se o paciente descobrir que está no grupo de risco, pode tomar ações preventivas e corretivas, mudando a dieta, adaptando programas de exercício físico e, se preciso, tomando remédios.
DeCODE informou que vai publicar detalhes sobre o gene e sua ligação com a diminuição da massa óssea em um jornal científico em uma data posterior.
Fonte: Reuters




