09/01/2003 14h42 – Atualizado em 09/01/2003 14h42
Cingapura informou hoje que suas investigações revelaram “ligações íntimas” entre a rede Al Qaeda, de Osama bin Laden, e grupos militantes islâmicos na Ásia. E, segundo Cingapura, o sudeste asiático ainda enfrenta o risco de um ataque.
Dando uma rara visão dos inquéritos policiais em Cingapura, o relatório do governo detalhou ligações entre a Al Qaeda e o Jemaah Islamiyah, grupo de radicais ativo no sudeste da Ásia que data da década de 1980.
Mas a vizinha Indonésia, nação muçulmana mais populosa, contestou essas ligações.
“As ligações da Al Qaeda com a irmandade regional de grupos militantes islâmicos deu à rede um forte apoio no sudeste asiático”, afirmou Cingapura em seu relatório de 50 páginas.
Os Estados Unidos culparam a Al Qaeda pelos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington. O grupo Jemaah Islamiyah foi citado por muitas autoridades em ligação com os mais recentes ataques com bombas, em outubro, na ilha indonésia de Bali que resultou na morte de cerca de 200 pessoas.
De acordo com o governo da Cingapura, os ataques militares liderados pelos EUA no Afeganistão destruíram bases da Al Qaeda, mas a rede de Bin Laden ainda poderia estabelecer alianças na Ásia, incluindo Jemaah Islamiyah, para lançar mais ataques.
“Com sua agenda radical e suas capacidades aprimoradas adquiridas da Al Qaeda, esses grupos vão representar uma grave ameaça à segurança do sudeste asiático por um longo período, se não forem verificados”, de acordo com o documento.
Cingapura detém 31 militantes muçulmanos suspeitos, presos nos últimos 13 meses. Os suspeitos são acusados de planejar explodir a embaixada norte-americana e outros alvos como parte de esforços de criação de um Estado islâmico na região.
Fonte: Reuters




