08/01/2003 16h37 – Atualizado em 08/01/2003 16h37
A procura pelo Gás Natural Veicular (GNV) continua sendo a mais nova atração do Posto Pioneiro, segundo no Estado a prestar esse tipo de serviço.
Por enquanto, segundo relatórios do gerente José Maria da Glória, o posto está comercializando apenas 300 m3/dia do produto. Dos 25 veículos abastecidos diariamente, pouco mais de 30% são da cidade de Três Lagoas. Os demais são veículos de outras cidades e de outros Estados.
Na cidade, por falta de cilindros do kit gás, as duas mecânicas credenciadas atrasaram sua programação de atendimento aos inúmeros motoristas, que aguardam na fila a sua vez de adaptarem seus veículos ao uso do GNV.
Em três Lagoas, segundo estudos da Petrobrás, circulam mais de 30 mil veículos. Dessa frota, existe previsão que mais de 10% passe a usar o GNV, como opção de combustível. Até agora, pouco mais de 30 veículos já receberam o kit gás.
ECONOMIA
A economia no consumo é indiscutível, segundo confirmam os motoristas que já adaptaram seus veículos ao uso do GNV. Apesar de todos os veículos oferecerem condições de receberem o kit gás para o uso do GNV, há quem afirme e tenha testado que o Fiat Uno apresenta melhores resultados. Segundo o gerente do posto, um motorista lhe informou que o GNV, usado no seu veículo Uno Mille, andou 22 km com um m3.
O mesmo depoimento de vantagem do uso do GNV foi confirmado pelo motorista Pedro Gracindo, proprietário de um veículo VW Kombi/94, placas AFC 8614, de Santo André (SP).
Com um cilindro de apenas 24m3 em seu veículo, Gracindo estava retornando de Campo Grande para Santo André. Após abastecer na capital, precisou voltar ao consumo de álcool, apenas 40 km, antes de reabastecer em Três Lagoas.
“O que eu gastei com a adaptação, cerca de R$ 2,4 mil, há mais de um ano, recuperei rapidamente com a economia do preço do GNV”, assegurou Gracindo. Ele informou que trabalha como mecânico de máquinas de lavar roupa e circula muito pela cidade e região de Santo André.
“Na época, há quase dois anos, gastava semanalmente, mais de R$ 30 de álcool com a Kombi, em meu serviço diário. Com o uso do GNV, passei a gastar menos da metade”, afirmou ele.
Com essa economia, informou o mecânico, o uso do gás como combustível paga também a necessária e freqüente necessidade de manutenção do veículo, o que o uso de outros combustíveis também exigem, lembrou Gracindo.




