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terça-feira, 5 de maio de 2026

Dólar recua 1,04% e pode ficar abaixo do patamar de R$ 3,40

06/01/2003 09h38 – Atualizado em 06/01/2003 09h38

SÃO PAULO – O dólar à vista mantém o ritmo de queda nesta primeira hora de negociação no mercado interbancário, e ameaça romper o patamar dos R$ 3,40. Às 10h15m, a moeda americana era negociada por R$ 3,409 na compra e R$ 3,419 na venda, com baixa de 1,04%. Na mínima registrada até agora, a cotação de venda chegou a R$ 3,415 (-1,16%).

O mercado de câmbio é vendedor principalmente por conta do fluxo de recursos positivo e pela expectativa de novos ingressos externos nos próximos dias. Além disso, é menor a concentração de vencimentos de dívidas no exterior. Os investidores continuam repercutindo positivamente a postura do novo governo, apesar da atenção cautelosa aos primeiros passos do PT.

Os títulos da dívida externa brasileira têm mais um dia de bom desempenho e embalam os demais mercados. O C-Bond, principal deles, já sobe 2,56%, atingindo 70% de seu valor de face. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para liquidação em fevereiro está em R$ 3,414, com baixa de 0,52%. Os juros futuros acompanham a tendência do dólar e também recuam. O Depósito Interfinanceiro (DI) de abril, o mais negociado, está em 25,97% ao ano, contra 26,20% do fechamento de sexta-feira.

Mesmo com negócios reduzidos, a semana que passou foi marcada por bons resultados no câmbio, juros, ações e títulos da dívida externa brasileira. Como conseqüência, o risco-país cedeu expressivamente. Os investidores continuarão atentos aos movimentos do novo governo, que segue anunciando nomes para o segundo escalão e as primeiras medidas.

Depois da suspensão do processo de compra de aeronaves para a Força Aérea Brasileira (FAB), o governo também decidiu suspender 60 licitações de obras em rodovias. Nesta segunda, a novidade é a defesa pelo ministro Jaques Wagner (Trabalho) do fim da multa de 40% sobre o FGTS em demissões sem justa causa.

No cenário internacional, o destaque nesta semana deve ser a possibilidade de guerra dos Estados Unidos contra o Iraque, que mexe com as cotações do petróleo. O dólar comercial no Brasil, que na sexta-feira atingiu seu menor valor desde 20 de setembro, pode reagir com altas se os ataques se concretizares. Do contrário, a expectativa dos analistas é de mais quedas da moeda americana.

Fonte: Globonews

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