06/01/2003 16h04 – Atualizado em 06/01/2003 16h04
Cipolatti ressalta que se deve lembrar que não se pode ter o mesmo produto com preços muito diferentes, pois a produção em escala industrial de aparelhos para cerca elétrica é regida por normas internacionais que estabelecem limites para valores de tensão, corrente e energia. “A tensão máxima permitida é de 10 mil volts e a corrente máxima permitida é de 10 ampères, sendo que um pulso não pode superar 1,5 metro por segundo de duração, enquanto o intervalo entre os pulsos deve ser no mínimo de um segundo”, informa. Segundo o palestrante, a escolha do arame a ser utilizado deve ser muito criteriosa, pois existem várias possibilidades e o produtor rural tem de ficar atento para escolher um arame que seja de uso específico para a construção de cercas elétricas.
“Não se deve utilizar outro arame porque os problemas de mal funcionamento das cercas também estão associados ao uso indevido de materiais”, revela, completando que o arame escolhido deve ser galvanizado, não deve exceder os 0,3 ohm/metro de perdas e ter um diâmetro de 2,5 mm preferencialmente. A escolha do arame correto é importante para evitar a manutenção, já que o custo é uma barreira para a implantação da cerca elétrica no Brasil. “Normalmente o arame incorreto dura apenas três anos, enquanto o correto tem uma duração quatro vezes maior por possuir uma tripla camada de galvanização e ter alta resistência às investidas dos animais. Além disso, o arame ideal é mais maleável para o cerqueiro manusear e não apresenta o efeito-mola quando é cortado”, declara. A diferença dos mourões de madeira e aço também é importante. “O mourão de aço já vem com os furos para a passagem dos arames e não é necessário cavar para colocá-los. Outra vantagem é que mil metros de cerca podem ser montadas em quatro dias, enquanto com o uso de mourões de madeira esse tempo aumenta para oito dias”, completa, destacando que o mourão de aço é mais leve e ecologicamente correto.
Aterramento
Cipolatti destaca que o aterramento do aparelho é o principal fator gerador de problemas na construção de cercas elétricas, já que, conforme o aterramento, se pode ter mais ou menos choques. Ele aconselha o produtor rural a iniciar a construção escolhendo um local apropriado, de preferência bem úmido e próximo do aparelho, e em seguida marcar um triângulo no chão, com uma distância entre suas pontas de no mínimo dois metros. Após a demarcação do local, coloca-se um cano galvanizado ou uma haste galvanizada em cada canto do triângulo e depois de enterradas faz-se a ligação das mesmas com arame galvanizado não interrompendo o arame, sendo que ao terminar o serviço de ligação se enterram totalmente os canos com o arame. Com relação à construção das cercas, o palestrante destaca que se deve preocupar principalmente com a finalidade de implantar o sistema de cercas elétricas, que na realidade visa principalmente à possibilidade de ampliar as áreas cercadas e não desmanchar o que já está feito. “Com esse pensamento e com a preocupação de aumentar a produtividade da propriedade, é indicado o uso do sistema de pastoreio rotativo, utilizando cercas elétricas para atingir o objetivo.
O sistema permite que se faça um aproveitamento melhor das pastagens, utilizando o ciclo do capim para determinar o número de dias que os animais permanecerão no piquete”, detalha, ressaltando que a cerca elétrica viabiliza o sistema de rotacionado em função do baixo investimento por quilômetro em relação ao sistema de cercas convencionais.
Fonte: Correio do Estado





