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terça-feira, 5 de maio de 2026

Assentados da Itamarati colhem 53 mil toneladas

06/01/2003 16h10 – Atualizado em 06/01/2003 16h10

Os assentados plantaram, no período de outubro a dezembro de 2002, sementes de soja e milho, em uma área de 11.127 hectares. Deste total, 7.185 hectares são de milho (irrigado e sequeiro) e 3.942 hectares são de soja, em área irrigada e de sequeiro. A expectativa é que o assentamento faça girar na economia de Mato Grosso do Sul aproximadamente 18 milhões de reais através da comercialização desta safra.

A colheita acontecerá, se não houver maiores problemas meteorológicos, nos meses de março e abril de 2003 e a produção deverá gerar uma renda de R$ 4.000 por família, o que deve garantir entre R$ 700 a R$ 800 por mês, apenas com a venda da soja e do milho. Os assentados ainda contam com a produção individual para subsistência nos lotes, de produtos como hortaliças, arroz, feijão, milho, mandioca, frutas e com a criação de pequenos animais. De acordo com Rogério Franchini, técnico do Idaterra responsável pelo assentamento, “o lucro desta safra vai permitir que os grupos de trabalhadores invistam em melhorias que possam ampliar a produção em safras futuras.”

O Projeto de Assentamento Itamarati concebido a partir da parceria dos governos estadual, federal, centros de pesquisa, universidades, autarquias e empresas privadas uniu em uma área de mais de 25 mil hectares, trabalhadores rurais sem-terra dos principais movimentos sociais do Estado. Foram contempladas 280 famílias ligadas à CUT – Rural (Central Única dos Trabalhadores), 320 do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), 393 da Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura) e 150 famílias da AMFFI (Associação dos Antigos Funcionários da Fazenda Itamarati). A área já conta com uma escola que atende nos turnos da manhã, tarde e noite, posto de saúde, escritório do Idaterra, 1.143 casas, onde 70% das residências estão concluídos, 58 pivôs de irrigação que abrangem 115 hectares cada e projetos em andamento para abastecimento de água, eletrificação, estradas e ainda a instalação do núcleo urbano.

Fonte: Correio do Estado

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