03/01/2003 10h17 – Atualizado em 03/01/2003 10h17
A Polícia Rodoviária Federal registrou na semana do ano novo um aumento de 2,83% no número de mortes nas rodovias federais em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram 109 mortos, 1.002 feridos e 1.707 acidentes em decorrência de ultrapassagens inadequadas, alta velocidade e consumo de bebidas alcoólicas. As más condições das pistas e a falta de sinalização também contribuíram, em menor grau, para o índice considerado elevado de mortes.
“É frustrante analisar esses númerosdocument.write Chr(39)”, afirmou o inspetor Reinaldo Szydloski, coordenador de operações da Polícia Rodoviária Federal. Ao apresentar o balanço da Operação Ano Novo, em Brasília, ele disse que a violência continua crescendo nas rodovias, embora o número de acidentes tenha diminuído na comparação das últimas duas viradas de ano. O total de acidentes caiu 12,77% e o de feridos, 18,31%. A Operação Ano Novo mobilizou seis mil policiais e utilizou 1.600 viaturas. A violência foi maior no domingo, 29, e no retorno dos motoristas a suas cidades de origem, no dia 1º. O número de mortos chegou a 25 em cada um desses dias.
Em São Paulo, a situação foi melhor que a média nacional. O número de mortes caiu 36,36% e o de acidentes, 10%. A malha rodoviária paulista apresentou 178 colisões, com sete mortos e 68 feridos.
Com 67 mil quilômetros de rodovias federais, Minas Gerais liderou o ranking de mortes nas estradas na semana do ano novo: 26 pessoas morreram. Na estatística de vítimas fatais também se destacaram Bahia (14), Rio de Janeiro (10) e Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com sete mortos cada.
O inspetor Reinaldo Szydloski avalia que as campanhas de conscientização de motoristas têm resultados insatisfatórios. “A transformação do nosso motorista só ocorre quando ele perde na parte mais sensível, no bolso”, afirma. Ele defende medidas de conscientização dos futuros motoristas, pois alega que jovens e crianças são mais receptivos.
Nos últimos anos, as campanhas de conscientização do governo, dos meios de comunicação e de organizações não-governamentais deram ênfase às ultrapassagens. Mesmo assim, colisões frontais e laterais representaram 40% dos acidentes. Isso mostra que as ultrapassagens inadequadas continuam sendo uma das principais causas dos acidentes com feridos e mortos. O consumo de álcool também continua assustando e matando nas estradas. Estima-se que esse fator está presente em mais de 50% dos acidentes.
Fonte: O Povo





