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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Menina de 13 anos confessa ter matado jornalista em Praia Grande

02/01/2003 16h36 – Atualizado em 02/01/2003 16h36

SÃO PAULO – Uma adolescente de 13 anos disse à polícia ter matado a jornalista Sueli Jacinto, de 42 anos, utilizando um rolo de macarrão, em Praia Grande (Litoral paulista), na noite do dia 16 de dezembro. A vítima foi morta a pancadas. A informação é do delegado Rubens Eduardo Barazal Teixeira, titular da delegacia-sede da cidade, que anunciou hoje o esclarecimento do caso.

Segundo Teixeira, o crime foi planejado pelo marido da jornalista, o taxista Claudionor Almeida de Souza, de 54 anos, que havia se casado com a vítima na manhã do dia do assassinato, em São Paulo. Souza está detido em Praia Grande desde o dia 19, com prisão temporária decretada por 30 dias. O casal passaria a lua-de-mel na cidade. O delegado disse ainda que há “sérios indícios” da existência de um relacionamento entre a adolescente e o taxista, que já foi acusado de pedofilia, mas absolvido do crime em 1995.

  • A menina contou como aconteceu o crime. Só não falou do relacionamento com o acusado – afirmou o policial.

A polícia chegou até a adolescente por meio do rastreamento de ligações telefônicas. O celular da vítima foi encontrado na casa da jovem, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, na última segunda-feira, quando ela foi detida. Por meio do aparelho, segundo apurou a polícia, a menor falou pelo menos uma vez com o taxista. Ela também falou com ele a partir de telefone público, depois do homicídio.

No domingo, um dia antes do assassinato, o acusado levou a jovem até a casa em Praia Grande, onde ocorreu o crime. Ela ficou lá até segunda-feira, escondida. Quando o casal chegou para a lua-de-mel, o taxista falou para a vítima de suas “fantasias sexuais” e, com esse argumento, conseguiu que ela fosse amarrada e amordaçada, de acordo com a polícia.

Depois, Souza seguiu para São Paulo, de ônibus, para pegar o documento de seu carro, “um falso álibi”, segundo o delegado.

  • Ele disse para a adolescente para ela esperar duas horas depois da saída dele e depois realizar o serviço – afirmou Teixeira.

Para o delegado, o acusado é um “pedófilo” e um “manipulador”.

  • Ele levava uma vida promíscua, é uma pessoa com personalidade deteriorada, incompatível com a da mulher, que era religiosa, decente. Ele queria se locupletar com os bens de Sueli e ter o caminho dele livre, com as vantagens patrimoniais de sua esposa – disse.

Para o delegado, 98% do caso estão esclarecidos, restando “apenas algumas arestas” a serem elucidadas. O taxista em nenhum momento admitiu participação no crime. Mas ele ainda não foi ouvido após a confissão da adolescente.

Desde o início do caso, a família desconfiava da participação de Souza no crime. Ele foi proibido de ir ao enterro da mulher, no cemitério da Vila Formosa, na Zona Leste da capital. Essa mesma desconfiança levou a polícia a pedir a prisão temporária do suspeito.

  • Ele deixou algumas evidências. Alguns fatos absolutamente estranhos, como a sua ida para São Paulo após o casamento. E nós acreditamos nessa linha. E realmente era a certa – destacou o delegado, que deve indiciar o taxista por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, cruel e sem chance de defesa).

A adolescente está detida na delegacia de Praia Grande e será encaminhada para a Curadoria da Infância e da Juventude.

Fonte: Globonews

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