21.3 C
Três Lagoas
domingo, 3 de maio de 2026

Gás deverá aumentar novamente no dia 1º de janeiro

31/12/2002 08h34 – Atualizado em 31/12/2002 08h34

O preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) para uso comercial e industrial terá novo aumento no dia 1º de janeiro, três dias após o último reajuste anunciado pela Petrobras. A alta será de R$ 112,20 por tonelada, além dos R$ 52,20 já promovidos, e foi informada às empresas do setor no mesmo dia em que elas foram comunicadas do aumento que entrou em vigor neste domingo.

O reajuste se refere ao custo das importações de GLP feitas pela Petrobras, que será repassado integralmente aos distribuidores. A estatal informou que importou 54 mil toneladas em novembro e 75 mil toneladas em dezembro. O custo das importações de novembro foi repassado na alta do fim de semana. O valor referente a novembro entrará em vigor no primeiro dia de 2003.

Cerca de 30% do GLP consumido no Brasil é importado e a Petrobrás decidiu repassar o custo das importações para incentivar as empresas a fazerem compras no exterior por conta própria. Este volume é destinado ao consumo comercial e industrial. Os 70% consumidos por residências seriam produzidos no Brasil, seguindo sistemática de preços diferente.

Essa diferença cria distorção no mercado, pois consumidores comerciais, como restaurantes e padarias, vêm trocando os botijões grandes pelos residenciais. Segundo as distribuidoras, a troca compromete a segurança desses locais, pois equipamentos utilizados para grandes botijões não se adaptam aos de 13 quilos.

A disparada do preço do GLP este ano refletiu-se em queda no consumo de 5,3%, depois de sucessivos anos com crescimento entre 3% e 4%, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP). “No consumo residencial, a queda é maior. Hoje um botijão fica 47 dias na casa do consumidor. Em 1996, cada botijão durava 32 dias”, calcula o presidente da Federação Nacional dos Revendedores de GLP (Fergás), Álvaro Chagas.

De janeiro a novembro, o consumo de GLP foi de 9,9 milhões de metros cúbicos, ante os 10,5 milhões de 2001. A redução no consumo foi acentuada desde junho, quando os preços dispararam com a alta do dólar. Depois do aumento de 7,7% anunciado na sexta-feira, o botijão de gás deve chegar a R$ 30, ou R$ 7 acima do valor considerado justo pelo governo antes das eleições.

Em agosto, quando custava R$ 26, a ANP determinou à Petrobrás a redução do preço do gás para que o botijão chegasse a R$ 23, patamar de dezembro de 2001. Na época, o ministro de Minas e Energia, Francisco Gomide, usou os R$ 23 como referência para o consumidor. Após as eleições, a intervenção foi suspensa.

Chegando a R$ 30, o botijão de gás abocanha 15% do salário mínimo, de R$ 200. Em 1997, um botijão custava 6% do mínimo, segundo estudo elaborado pelo Unibanco Research.

O aumento dos combustíveis no fim de semana elevou o preço da gasolina para até mais de R$ 2,20 o litro, em São Paulo. Com a medida, que entrou em vigor no dia 29, a alta passou dos 10% em alguns postos. Nas refinarias o aumento foi de 12,8%.

No posto Star Mart, de bandeira Texaco, na zona oeste de São Paulo, o litro da gasolina está sendo vendido a R$ 2,199, 9,5% mais cara que na semana passada. O gerente do posto, Joilson Magno, diz que não são só os consumidores que se surpreendem com o valor mostrado na bomba. “Até nós nos assustamos. Também, todo mês é um aumento.”

Em outro posto na região, de bandeira Shell, a gasolina chegou a R$ 2,24 com o aumento de 11,1%. O proprietário do posto, Leon Oliveira, acredita esse preço deve ser reduzido até a segunda semana do ano. “Conseguimos comprar o produto com o preço antigo, então vamos esperar o repasse da distribuidora para fazer o ajuste na bomba.”

Fonte: Agestado

Leia também

Últimas

error: Este Conteúdo é protegido! O Perfil News reserva-se ao direito de proteger o seu conteúdo contra cópia e plágio.