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domingo, 3 de maio de 2026

Carolina Ferraz é disputada para 3 novelas na Globo

30/12/2002 10h11 – Atualizado em 30/12/2002 10h11

Entrar no meio de uma novela não é uma tarefa lá muito agradável. Na maioria das vezes, o reforço de última hora se sente meio deslocado, fora de ritmo, enquanto boa parte do elenco já está mais do que entrosado.

Carolina Ferraz também pensa assim. Mas ela admite que seria impossível dizer “não” para Ana Maria Moretzsohn. As duas trabalharam juntas em Estrela-Guia, de 2001, a última incursão da atriz por novelas. Em Sabor da Paixão, Carolina interpreta Clarissa, uma bem-sucedida advogada que vai ajudar a desvendar os mistérios que cercam a vida de Jean Valjean, interpretado por Edson Celulari. “O ideal é pegar a novela do início ao fim. Mas, quando isso não acontece, procuro não criar expectativas. Sempre começo de salto baixo e sem jóias”, brinca.

Segundo Ana Maria, a participação de Carolina Ferraz estava prevista desde o início da novela. Por isso mesmo, ela pediu à direção da Globo que reservasse a atriz para Sabor da Paixão. Na mesma hora, descobriu que Carolina já estava reservada, há quase dois anos, para a próxima novela de Manoel Carlos. Como se isso não bastasse, Carlos Lombardi ainda entrou na disputa e solicitou a atriz para Cubanakan, a próxima das sete. Ao saber que três autores quase se engalfinharam para tê-la em suas novelas, Carolina mal consegue disfarçar a pontinha de satisfação. “Ai, meu Deus, que coisa boa! Todo mundo querendo trabalhar comigo… Eu só posso ficar feliz com isso…”, confessa, radiante.

No meio de uma guerra tão acirrada, Carolina Ferraz preferiu não se manifestar. Deixou que a Globo resolvesse o impasse por ela. “Sou apenas um soldadinho na linha de frente. Eles é que têm de resolver onde eu tenho de lutar. Eles me mandam para a trincheira e eu faço o melhor que puder”, diverte-se. Logo, a Globo resolveu que Carolina faria Sabor da Paixão até o final e, logo em seguida, reforçaria o elenco de Cubanakan, prevista para estrear em março. “Estou numa fase muito document.write Chr(39)zendocument.write Chr(39) da minha carreira. Se eu tiver de fazer, vou lá e faço. Na boa!”, garante.

Mas, por enquanto, Carolina quer saber apenas de Sabor da Paixão. Na novela das seis, Clarissa e Jean se conheceram há muitos anos em Paris. Ela, então recém-casada e em plena lua-de-mel. Ele, um sofisticado dono de restaurante da capital francesa. Os dois só se reencontram anos depois, quando Jean salva Clarissa de morrer no desabamento de um antiqüário da Lapa. “A Clarissa vai tirar o Jean da amargura em que ele vive. É bom saber que um autor escreveu um papel pensando em você. Tenho a impressão que esse trabalho vai ser gostoso de se fazer”, arrisca.

Aos 33 anos, Carolina Ferraz volta à tevê depois de quase dois anos de “exílio voluntário”. Ano passado, ela pediu que a Globo a liberasse para investir em outros projetos, como teatro e cinema. “Expliquei que queria fazer outras coisas e eles compreenderam. A Globo foi impecável comigo!”, elogia. Durante o seu “ano sabático”, Carolina co-produziu o filme Mater Dei, escrito e dirigido pelos irmãos Diogo e Vinícius Mainardi, e estrelou o monólogo Selvagem como o Vento, escrito por Teresa Freire e dirigido por Denise Stoklos. Na tevê, limitou-se a participar de oito capítulos da minissérie O Quinto dos Infernos, de Carlos Lombardi, onde interpretou Naomi, a primeira amante do ainda Príncipe Dom Pedro, vivido por Marcos Pasquim.

Mesmo sem fazer novelas há quase dois anos, Carolina solta uma de suas deliciosas gargalhadas ao lembrar que esteve no ar o ano inteiro. Explica-se. A atriz marcou presença no Vale a Pena Ver de Novo, como a neurótica Paula, de História de Amor, e a fogosa Milena, de Por Amor, atualmente no ar.

Embora quase não tenha tempo de ver televisão, gostou de rever algumas cenas “calientes” que protagonizou com Eduardo Moscovis em Por Amor. Nessas horas, ela não lembrava de outra pessoa senão da própria filha, a pequena Valentina, de 8 anos. “Ai, caramba! Olha lá a Valentina namorando o Nando. Às vezes, não sei mais se sou eu que me pareço com ela ou se é ela que se parece comigo”, diverte-se.

Estrela casual

Carolina Alvarez Ferraz nunca pensou em ser atriz. Na tevê, ela estreou como apresentadora de Shock e Programa de Domingo, ambos da extinta Manchete. O diretor de teledramaturgia da emissora, Jayme Monjardim, vivia insistindo para que Carolina fizesse alguma novela. A moça, no entanto, permanecia irredutível. Um dia, Jayme não teve outra alternativa senão ameaçá-la: ou Carolina faria novelas ou seria demitida da Manchete. Acuada, aceitou participar da primeira fase de Pantanal, onde protagonizou tórridas cenas com Paulo Gorgulho às margens do rio. “Tudo não passou de uma brincadeira do Jayme, mas ele acabou me convencendo na marra”, ri.

Mesmo relutante, Carolina Ferraz gostou da experiência. E gostou tanto que tornou a repeti-la em sete outras produções, todas na Globo. A estréia na emissora aconteceu em O Mapa da Mina, a última de Cassiano Gabus Mendes. Desde então, só assumiu tipos marcantes, como a geniosa Lucinha de Pecado Capital ou a tresloucada Vanessa de Estrela-Guia.

Paralelamente à carreira de atriz, Carolina exerceu outras funções. Ela já foi apresentadora do Fantástico e produtora da série Mulher Invisível, da GNT. “Estou em outra fase da minha carreira. Para mim, trabalhar não é ter apenas bons papéis. Mais que isso, estou interessada em estabelecer novas parcerias”, avisa.

Instantâneas

  • Dos cinco aos quinze anos, Carolina Ferraz estudou balé clássico na Escola de Música de sua cidade natal, Goiânia, em Góias. No ano seguinte, mudou-se para São Paulo e abandonou o balé clássico para trabalhar como modelo fotográfica.

  • Há dois anos, Carolina Ferraz decidiu retomar a faculdade de História. Ela já havia feito o curso na USP, mas teve de trancá-lo quando estreou na Manchete. Hoje, ela cursa o quinto período na Pontifícia Universidade Católica, do Rio de Janeiro.

  • A estréia de Carolina no cinema foi tão discreta que nem se lembra mais. Em 94, a atriz fez Alma Corsária, de Carlos Reichenbach. Amores Possíveis, de Sandra Werneck, fez mais sucesso. Nele, a atriz contracenou com o então namorado Murilo Benício.

  • Em 2003, Carolina volta a fazer teatro. Ela convidou o cineasta Bruno Barreto, de O Que É Isso, Companheiro?, para dirigi-la nos palcos. O texto já foi até escolhido. Trata-se de O Rim, escrito por Patrícia Melo, a mesma de Duas Mulheres e Um Cadáver.

  • Ano que vem, a atriz estréia no cinema como roteirista. É dela o roteiro de O Beijo no Asfalto, texto de Nélson Rodrigues que já ganhou as telas de cinema em 1981, pelas mãos de Bruno Barreto. A nova versão deve ser dirigida pelo ator Murilo Benício.

Fonte: Babado

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