30/12/2002 13h27 – Atualizado em 30/12/2002 13h27
O primeiro-ministro alemão, Gerhard Schröder, sinalizou hoje que a Alemanha pode votar tanto contra uma guerra ao Iraque como a favor do ataque no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), num sinal de que a oposição do país à ofensiva pode estar arrefecendo.
“É natural estabelecer como se vai votar apenas quando se sabem as condições”, disse Schröder durante uma visita à China.
O governo alemão, de centro-esquerda, garante não se envolver em nenhuma ação militar contra o Iraque, mas vem sinalizando que sua posição antiguerra pode estar se amenizando.
Numa entrevista publicada na revista “Der Spiegel” no final de semana, o ministro das Relações Exteriores, Joschka Fischer, disse que ninguém sabia como a Alemanha votaria no Conselho de Segurança da ONU.
“Ninguém pode dizer com antecedência o que vai acontecer, já que ninguém sabe como e sob que termos o Conselho de Segurança vai tratar o assunto”, declarou Fischer.
Schröder reforçou sua oposição à atuação alemã numa ação militar contra o Iraque. A promessa de não se envolver na guerra foi um dos motivos de sua reeleição, em setembro.
A Alemanha passa a ter uma das cadeiras rotativas do Conselho de Segurança da ONU, que tem 15 membros, sendo cinco permanentes, a partir de janeiro. Atualmente os cinco membros permanentes são EUA, França, Reino Unio, Rússia e China.
Fonte: Reuters




