23/12/2002 17h23 – Atualizado em 23/12/2002 17h23
De olho nas exportações, a Brascuba, empresa de capital misto formada pela Souza Cruz e União das Empresas de Tabaco de Cuba (Uneta), está investindo em marcas famosas de charutos cubanos e deve lançar até o fim do ano a grife Cohiba de cigarros. Atualmente o carro-chefe Romeo y Julieta movimenta US$ 6,2 milhões ao ano em vendas ao exterior. A marca é exportada para dez países, incluindo o Brasil. Para 2003 já estão na lista Colômbia, Itália, Argentina e República Dominicana.
O produto premium (com tabaco negro) corresponde a uma produção anual de 100 milhões de cigarros. “O cigarro Cohiba deve ser lançado em Cuba até o fim do ano e em seguida será exportado primeiramente ao Brasil e México”, afirma o co-presidente brasileiro da empresa, Fernando Teixeira. A meta é que as duas marcas sejam responsáveis por US$ 2,5 milhões em exportações ao ano, em um período de cinco anos.
A parceria entre a Souza Cruz e a Uneta, que originou a fábrica de cigarros Brascuba em 1996 na cidade de Havana, figura atualmente entre as cinco empresas de capital misto com maior êxito na ilha de Fidel Castro, de um total de 400 joint ventures. O investimento inicial da Souza Cruz foi de US$ 7 milhões e o resultado operacional da empresa é de US$ 7,6 milhões ao ano.
Responsável por 95% das vendas de cigarros no mercado cubano e com a marca mais consumida no país (Popular), a Brascuba conta com a qualidade do tabaco da ilha e números favoráveis. Dos 11,4 milhões de habitantes do país, 8,6 milhões são adultos (acima de 18 anos) e desse total, 36% são fumantes, com uma média de consumo diário de oito cigarros ao dia.
Fonte: Jornal de Brasília



