18/12/2002 14h19 – Atualizado em 18/12/2002 14h19
Uma estudante norte-americana de 15 anos que afirma que foi expulsa da aula de educação física por ser lésbica abriu ontem um processo judicial contra seus professores e sua escola, acusados de discriminação, segundo o canal de notícias CNN.
Ashly Massey e sua mãe, com a União Americana de Liberdades Civis e o Centro Nacional para Direitos de Lésbicas, abriram um processo na corte distrital de Los Angeles, no Estado da Califórnia (Costa Oeste dos EUA).
Elas dizem que em março, quando Ashly estava na oitava série da escola de Coombs, no Condado de Riverside, a aluna foi expulsa de uma aula de educação física e enviada à sala do diretor da escola.
De acordo com o processo, a professora de educação física de Ashly teria dito à mãe da aluna, Amelia Massey, que a orientação sexual de sua filha fazia com que outras garotas da classe “ficassem desconfortáveis de ficar com Ashly no vestiário”.
A professora supostamente disse a Ashly que ela não seria mais permitida de participar das aulas de educação física. De acordo com o processo, na semana e meia seguinte à expulsão, Ashly teria permanecido na sala do diretor da escola em vez de frequentar as aulas de educação física.
“Todos os dias em que Ashly foi para a sala do diretor, outros alunos a viam e perguntavam por que ela estava lá”, afirma o processo. “Os outros alunos presumiram que ela tinha feito algo errado e que estava na sala do diretor para ser punida.”
Ashly declarou que a situação era “humilhante e degradante” e a fez sentir que estava sendo punida por causa de sua orientação sexual.
Entre outros pedidos do processo, os advogados de Ashly afirmam que o direito da cliente foi violado e que a “conduta dos réus constituem discriminação de orientação sexual em violação ao código educacional da Califórnia”.
O processo nomeia como réus o distrito escolar de Banning, a professora de educação física de Ashly, o diretor, o vice-diretor e o supervisor da escola.
Ashly e sua mãe pedem uma indenização financeira e a realização de um programa antipreconceito na escola.
A rede CNN disse que não conseguiu falar com o distrito escolar de Banning ou com seus advogados.
Fonte: Folha Online



