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sábado, 9 de maio de 2026

Fungos aproveitam alta umidade e calor para atacar

18/12/2002 15h03 – Atualizado em 18/12/2002 15h03

Com as chuvas e a permanência de vários dias com muita nebulosidade, as temperaturas, que vinham sendo bastante elevadas, sofreram ligeira redução, de 2 graus, ficando as médias entre 23,3 e 26,4 graus, contribuindo, juntamente com a menor disponibilidade de radiação solar e a maior umidade do ar, para a queda das taxas de evapotranspiração potencial. A máxima alcançou 34 graus, em Adamantina, e a mínima 16,6 graus, em Pariquera-Açu.

Apesar da variação na distribuição e na intensidade das chuvas durante a última semana, a maioria das regiões encontra-se com disponibilidade máxima de água nos solos. As exceções são Adamantina, Bebedouro e Campinas, onde os armazenamentos de água dos solos estão, respectivamente, com 49, 84 e 81% da capacidade máxima. Apenas em Adamantina, porém, a condição hídrica do solo é crítica, desfavorecendo, assim, as culturas anuais, como milho, e as perenes, como pastagens e cana-de-açúcar, que se encontram em desenvolvimento. Nessa região, a semeadura e a aplicação de adubos em cobertura não são recomendadas, em razão da baixa disponibilidade hídrica do solo. Ao contrário, a regularidade da chuva vem beneficiando as lavouras anuais e perenes cultivadas nas demais regiões, até mesmo no noroeste, onde ficam Pindorama, Catanduva e São José do Rio Preto. Nesses locais, as chuvas de mais de 150 milímetros da última semana acabaram com um período de cerca de 240 dias sob condições críticas, com os armazenamentos de água dos solos abaixo de 50% da capacidade máxima.

Drenagem[/INTERTITULO] – Com o armazenamento acima de 80% da capacidade máxima na maioria das localidades, as condições para o crescimento das culturas anuais recém-semeadas, como milho, soja, algodão e arroz-de-sequeiro, e das culturas perenes, especialmente a cana-de-açúcar nas regiões de Assis, Jaú, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto e Tietê; dos citros em Bebedouro, Limeira, Pindorama e Tatuí; do café em Ribeirão Preto, Franca, Mococa e Pinhal, e das pastagens em praticamente todas elas, são bastante favoráveis. Apesar disso, o manejo das culturas que exigem o trânsito de máquinas no campo, como as capinas, a adubação em cobertura e o controle de pragas e doenças, somente deverão ser retomadas após a drenagem dos excedentes hídricos, especialmente em Jaú, Pariquera-Açu, Pindorama e Ribeirão Preto. Isso também deve ser considerado com relação ao preparo do solo e à semeadura das culturas de milho, soja e algodão, especialmente na região de Pindorama, onde essa atividade está bastante atrasada. Além disso, os agricultores que já semearam suas lavouras devem permanecer atentos, pois as temperaturas elevadas e a alta umidade do ar seguem favorecendo a proliferação das doenças fúngicas.

Fonte: O Estado de São Paulo

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