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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Ministro do Supremo se revolta com discriminação à família de Ronaldinho

13/12/2002 08h45 – Atualizado em 13/12/2002 08h45

RIO – A discriminação no Golden Green indignou outros vizinhos de Ronaldinho e representantes do movimento negro. Dono de um apartamento no Golden Green, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Marco Aurélio Mello, considerou document.write Chr(39)uma discriminação odiosa e insultantedocument.write Chr(39) a proibição de parentes do jogador de entrar no condomínio:

  • Quando soube, fiquei pasmo. É uma verdadeira aberração. É inconcebível que se faça distinção das pessoas através da cor.

Marco Aurélio disse que gostaria de ser negro para ver como os demais moradores se comportariam. Para ele, a atitude dos vizinhos é extravagante e traz ranço da escravatura.

Para o presidente do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), Ivanir dos Santos, a moradora que exigiu do jogador uma lista com os nomes dos parentes que freqüentam sua casa pode ser processada por racismo, ainda que tenha sido subjetiva nas ofensas:

  • Se os parentes de Ronaldo fossem louros de olhos azuis, ela jamais teria criado caso. As pessoas dizem que no Brasil não há racismo, só discriminação social. Mas é a cor que liga os parentes dele à favela.

A socióloga Rosana Heringer, presidente do Centro de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Candido Mendes, acha que o jogador deve processar a vizinha por racismo.

O ex-deputado e ex-presidente da Liesa, Paulo de Almeida, outro morador do Golden Green, também ficou revoltado. Ele, que nasceu em São João de Meriti, na Baixada, conta que nunca tinha visto nenhum problema do tipo no condomínio:

  • Não se classifica pessoas por sua origem.

Fonte: O Globo

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