12/12/2002 14h42 – Atualizado em 12/12/2002 14h42
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ignorou os apelos para a retomada das negociações de paz com os rebeldes chechenos e deu continuidade na quinta-feira a um plano de paz do governo. Putin disse a autoridades, durante a celebração do Dia da Constituição, que havia assinado um decreto para a realização de um plebiscito sobre uma nova Constituição para o país e para a realização de eleições para presidente e parlamentares no próximo ano.
O novo projeto de Constituição não foi ainda divulgado. Nesse texto, a Chechênia aparece como parte da Rússia, mas não se sabe exatamente ainda sob quais condições. O dirigente encontra-se sob pressão interna e internacional para colocar fim aos conflitos na Chechênia depois da tomada de um teatro em Moscou (capital) por guerrilheiros chechenos. A crise terminou com a invasão do local por forças especiais. Na operação morreram 149 reféns e 41 rebeldes.
Putin foi criticado por descartar negociações com o ex-presidente da Chechênia, Aslan Maskhadov, hoje foragido. Maskhadov foi tirado do poder quando as forças russas voltaram à República separatista, em 1999. “Acreditamos que negociações de paz com Maskhadov seriam a atitude de um presidente forte, de um país forte, para promover a paz”, disse Yelena Butenkova, entre cerca de 400 pessoas que participavam de um protesto pacifista na quinta-feira, em Moscou.
A Rússia enfrenta os separatistas chechenos, de forma descontínua, desde 1994. Um acordo de 1996 concedeu uma independência de fato para a República, mas as tropas russas retornaram à região três anos depois. Putin acusa Maskhadov de estar ligado à invasão do teatro. A Rússia pediu à Grã-Bretanha recentemente a extradição de um representante dos chechenos, Akhmed Zakayev, acusado de terrorismo.
Fonte: Reuters




