02/12/2002 09h48 – Atualizado em 02/12/2002 09h48
As autoridades militares e a administração civil israelense na Cisjordânia se propõem a demolir 15 casas palestinas entre o assentamento de Kiriat Arba e o Túmulo dos Patriarcas em Hebron.
A rádio pública israelense informou hoje que o Exército utilizará esses terrenos para ampliar a “rua dos observantes”, com o objetivo de proteger os colonos israelenses que rezam no local.
De acordo com os funcionários da administração civil, subordinados às Forças Armadas, trata-se de edifícios abandonados, mas fontes palestinas afirmam que são propriedades pertencentes a famílias que se transferiram do lugar por medo de ataque.
No último dia 14, palestinos mataram 12 soldados israelenses, agentes da polícia de fronteiras e colonos nesse lugar quando estes se dirigiam à sinagoga nesse santuário conhecido como “Marpelá”.
Conforme as tradições judaica e muçulmana, nesse túmulo estão enterrados os restos do patriarca bíblico Abraão, que a comprou ao estabelecer-se em Hebron depois de abandonar o nomadismo.
Os colonos do assentamento de Kiriat Arba, situado cerca de quatro quilômetros ao norte dessa cidade, desejam criar uma continuidade territorial por meio de um “passeio” até Hebron.
O deputado trabalhista israelense Rafi Reshef, veterano dirigente do movimento pacifista Shalom Arshav (Paz agora), disse que caso a demolição seja posta em prática, será um novo ato ilegal dos colonos, que pressionam o Governo de Ariel Sharon para que o faça desde o atentado no último dia 14 na Cisjordânia.
Os possíveis desabrigados não receberam nenhum aviso oficial sobre a demolição de suas propriedades para alargar a rua, segundo a emissora israelense. Em meios militares a notícia não foi desmentida nem confirmada.
Fonte: Agência EFE





