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domingo, 26 de abril de 2026

Planetas serão “criados” em laboratório cibernético

28/11/2002 16h36 – Atualizado em 28/11/2002 16h36

ATLANTA, EUA (CNN) – Biólogos, astrônomos e especialistas em informática estão trabalhando juntos para “construir” planetas a partir do zero a fim de explorar a variedade de corpos físicos que podem abrigar vida.

Os ingredientes para o cozido do novo mundo serão misturados num laboratório virtual administrado pela Nasa, que deseja saber o que deveria procurar quando lançar nos próximos anos suas missões de descoberta de planetas.

Simulando um âmbito de planetas, o Laboratório de Propulsão a Jato, em Pasadena, espera estreitar a busca por planetas habitáveis.

“Estamos tentando construir um planeta terrestre dentro de um computador”, disse Vikki Meadows, principal cientista do projeto no Laboratório Planetário Virtual.

“Isso vai nos ajudar a determinar como vão se parecer as assinaturas de vida num planeta extra-solar, uma vez que tenhamos tecnologia para estudá-los”, acrescentou.

Ao longo dos próximos anos, Meadows e dezenas de colegas vão esgotar o poder de numerosos supercomputadores para criar mundos cibernéticos e simular suas condições atmosféricas.

Os dados desse admirável mundo novo cibernético poderiam estar disponíveis quando a Nasa lançar a nova geração de telescópios espaciais, incluindo o Terrestrial Planet Finder (TPF).

Este mês, a Nasa designou cientistas e engenheiros para um grupo de trabalho que vai modelar a tecnologia usada na missão do TPF, que a Nasa espera lançar dentro de uma década.

Os astrônomos esperam que o TPF seja tão poderoso que possa detectar os próprios planetas.

A projeção da luz de planetas distantes em componentes espectrais poderia fornecer informações cruciais sobre sua química, talvez revelando se podem ou não abrigar vida.

Com o que se pareceria essa “bioassinatura”? Só existe um protótipo como guia, a Terra.

Cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato pensam que podem expandir as possibilidades se levarem em conta dados de vizinhos planetários como Marte e Vênus, e trabalhar com diferentes tamanhos, composições, órbitas e temperaturas.

“Vamos modelar tudo, de infernos congelados a infernos ardentes”, disse Meadows.

Até lá, os astrônomos podem deduzir a presença de planetas somente por meios indiretos, como quando eles periodicamente escurecem ou puxam pela gravidade estrelas parentes.

Fonte: CNN

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