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sábado, 25 de abril de 2026

Mulheres já são metade dos casos de HIV/Aids no mundo

27/11/2002 15h29 – Atualizado em 27/11/2002 15h29

Tudo começou como uma infecção misteriosa entre homens brancos gays, mas em duas décadas o HIV/Aids tornou-se a pior epidemia já enfrentada pela humanidade e hoje atinge mulheres e homens na mesma proporção.

De forma ameaçadora, a doença também está começando a afetar a produção agrícola e está agravando a crise de alimentos em algumas das áreas mais pobres do mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

A Aids matará 3,1 milhões de pessoas até o final deste ano, e outras 5 milhões serão infectadas com o vírus letal, de acordo com os últimos dados da Unaids, agência da ONU que cuida do assunto. No total, 42 milhões de pessoas, metade delas mulheres, estão vivendo com o HIV/Aids.

“Para mim, o que é mais impressionante é que pela primeira vez as mulheres correspondem a 50 por cento da epidemia global”, disse na terça-feira Peter Piot, diretor da Unaids, à Reuters.

“Na África, 58 por cento de todas as pessoas vivendo com HIV são mulheres. A face da Aids está se tornando a face de mulheres jovens”, acrescentou ele em uma entrevista concedida às vésperas do Dia Mundial de Luta contra Aids, celebrado em 1o. de dezembro.

A dinâmica do HIV/Aids indica que mais bebês podem ser infectados pelas mães e que as mulheres, que tradicionalmente são as pessoas que cuidam dos familiares, estão sendo atingidas pela doença que antes afligia os maridos, pais e irmãos.

Fonte: Yahoo!

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