21/11/2002 10h22 – Atualizado em 21/11/2002 10h22
As mulheres com diabete que engravidam apresentam uma probabilidade maior de ter um bebê com defeitos congênitos que as gestantes sem a doença ou algumas mulheres que desenvolvem diabete durante a gestação. Os defeitos congênitos mais comuns identificados no estudo do Centro Médico Southwestern da Universidade do Texas, em Dallas (EUA), afetaram o cérebro, a medula espinhal, o coração e o trato gastrintestinal.
Essa descoberta, porém, não significa que todas as mulheres com diabete devem temer pelos bebês que esperam, pois, de acordo com a coordenadora da pesquisa, Jeanne S. Sheffield, há maneiras de as pacientes diabéticas reduzirem o risco de ter um filho com defeitos congênitos. Pesquisas anteriores mostraram que quanto melhor as mulheres controlam os níveis de açúcar no sangue, menor é a probabilidade de seus bebês apresentarem defeitos ao nascer. “Se as mulheres com diabete pensam em engravidar, a melhor coisa que podem fazer é manter os níveis de açúcar sob controle”, aconselhou Sheffield.
Os pesquisadores coletaram informações de todas as pacientes que tiveram bebês no Hospital Parkland, em Dallas, entre janeiro de 1991 e dezembro de 2000. Identificaram as mulheres com diabete e determinaram se elas já tinham a doença antes de engravidar ou se a desenvolveram durante a gestação, quando a enfermidade recebe o nome de diabete gestacional. A equipe considerou a diabete gestacional branda quando as pacientes conseguiam controlar os níveis de glicose (açúcar) apenas por meio de dieta, sem a necessidade de insulina.
Fonte: Jornal de Brasília




