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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Dólar sobe 0,78%, mas se mantém abaixo de R$ 3,60

19/11/2002 09h27 – Atualizado em 19/11/2002 09h27

SÃO PAULO – O dólar comercial mantém alta moderada nesta primeira hora de negociação no mercado interbancário, mas o volume de negócios ainda é bastante reduzido. Às 10h02m, a moeda americana era negociada por R$ 3,578 na compra e R$ 3,588 na venda, com alta de 0,78%.

O dólar devolve nesta terça-feira parte da queda de 3,56% registrada na véspera, quando os investidores repercutiram positivamente a operação de rolagem da dívida pública realizada pelo Banco Central (BC). Hoje os investidores se voltam ao BC, que pode ou não dar continuidade à rolagem da dívida que vence nesta quarta. Já foram renegociados 83,8% da dívida, de US$ 2,5 bilhões.

Além disso, tem início hoje a reunião do Copom, que decidirá amanhã sobre os juros básicos da economia. A expectativa em torno da definição dos juros reduz o volume de negócios, facilitando a pressão sobre as cotações.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para liquidação em dezembro está em R$ 3,575, com alta de 0,52%.

O início da reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom) é um dos destaques desta terça-feira no mercado financeiro brasileiro. Os investidores estarão atentos à possibilidade de aumento da taxa Selic, hoje em 21% ao ano, como forma de conter a aceleração inflacionária. A taxa já havia subido três pontos no mês passado para segurar os índices de inflação, mas a medida teve pouca eficácia. Com isso, boa parcela do mercado espera um aumento entre meio ponto e dois pontos percentuais na reunião que termina amanhã.

Hoje também é a véspera do vencimento de uma dívida de cerca de US$ 2,5 bilhões, dos quais 83,8% já foram renegociados. O mercado ainda pode ter alguma movimentação em torno do restante da dívida, mas dificilmente haverá o rali dos investidores em torno da Ptax, a média das cotações do dólar que remunera a dívida pública cambial. O Banco Central (BC) pode optar por fazer mais um leilão de contratos de swap cambial para elevar o percentual rolado da dívida ou pode simplesmente deixar os 16% restantes sem renegociação.

O sucesso da rolagem da dívida vincenda amanhã era tido como dúvida na semana passada, depois que o BC teve dificuldades para rolar um vencimento de US$ 1,8 bilhão. Mas os resultados das operações da dívida desta semana ficaram acima das previsões. As taxas dos leilões, apesar de ainda bastante elevadas, apresenta trajetória descendente. No leilão de ontem, os swaps com vencimento em 18 de dezembro tiveram taxa estimada em 30,99%, contra 35% registrados em leilão na última sexta-feira.

Os títulos da dívida externa brasileira iniciaram o dia em alta, dando continuidade à tendência de ontem, e podem ser influência positiva aos investidores neste dia. Às 9h40m, o C-Bond, principal papel brasileiro, subia 0,82%, cotado a US$ 0,61. A expectativa, no entanto, é de que o volume de negócios volte a ficar escasso, devido à proximidade de definições importantes no cenário econômico e também no político.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deverá andar document.write Chr(39)document.write Chr(39)de ladodocument.write Chr(39)document.write Chr(39) hoje, com os investidores à espera da decisão do Copom. O aumento dos juros geralmente é mal recebido no mercado acionário, já que torna as aplicações em renda fixa mais atrativas que os investimentos em renda variável.

Nos negócios na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o Ibovespa de dezembro opera em leve alta, indicando abertura positiva da bolsa. No entanto, os indicadores futuros das bolsas americanas operam em baixa.

As taxas de juros negociadas na BM&F operam em baixa em todos os vencimentos, à exceção do de dezembro, que projeta os juros de novembro. Com as apostas do mercado na elevação dos juros, o Depósito Interfinanceiro (DI) de dezembro projeta taxa anual de 22,30%, contra os 22,10% do fechamento de ontem.

Fonte: GloboNews

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