19/11/2002 10h48 – Atualizado em 19/11/2002 10h48
Cerca de 50 pessoas foram atendidas nas unidades de saúde de São Carlos (231 km de SP) no final de semana com sintomas de intoxicação alimentar. Entre elas, estavam dez vestibulandos que não puderam participar da prova da primeira fase da Fuvest, anteontem.
Segundo a chefe da Vigilância Sanitária de São Carlos, essas pessoas ingeriram, entre quinta e sexta-feira da semana passada, um molho com maionese estragada em um restaurante da cidade. A maionese continha a bactéria Salmonella sp., presente no ovo, que causa vômito, náuseas, diarréia e desidratação.
A Vigilância Sanitária visitou o restaurante, mas não encontrou alimentos estragados nem condições de armazenamento irregulares. Mesmo assim, o órgão proibiu o estabelecimento de produzir molhos ou temperos até a conclusão da investigação.
O restaurante tem dez dias para a defesa. Em caso de comprovação da contaminação do alimento servido, o proprietário do estabelecimento será multado.
As vítimas foram atendidas em prontos-socorros e na Santa Casa da cidade. Algumas ficaram internadas em observação por algumas horas. Entre elas, estavam os dez estudantes.
Por volta das 11h da manhã de anteontem, a mãe de um dos vestibulandos internados na Santa Casa procurou o coordenador da Fuvest em São Carlos, Paulo Seleguim, e pediu para que os estudantes fizessem a prova no hospital. O teste começaria às 14h.
No entanto, segundo Seleguim, seria preciso a realização de um exame médico atestando que os estudantes estariam em condições de realizar a prova, além de um local adequado para reunir os dez estudantes internados.
“Mas, como a mãe não voltou a me procurar e faltavam poucos minutos para o início do teste, não pudemos deslocar ninguém para a Santa Casa, e os vestibulandos perderam a prova”, disse. Seleguim afirmou que os estudantes deveriam ingerir alimentos leves na véspera do vestibular. “Comer alimentos pesados numa hora dessas é loucura.”
Fonet: Folha Ribeirão




