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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Equipe de inspetores de armas da ONU chega a Bagdá

18/11/2002 08h44 – Atualizado em 18/11/2002 08h44

Os chefes da missão de inspetores de armas da ONU (Organização das Nações Unidas), o sueco Hans Blix e o egípcio Mohammed El Baradei, chegaram hoje de manhã a Bagdá, onde vão dar início ao processo de verificação dos armamentos do Iraque.

Blix, chefe da Comissão de Controle, Verificação e Inspeção da ONU (Cocovinu), e Baradei, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), estão acompanhados por 24 técnicos em logística e comunicação.

A missão vai cuidar de questões logísticas da inspeção. Até o final do ano, entre 80 e 100 inspetores devem estar envolvidos no trabalho.

Os inspetores de armas da ONU deixaram o Iraque em 1998, queixando-se da falta de cooperação do presidente Saddam Hussein. A inspeção de armas de destruição em massa, que começou após a Guerra do Golfo (1991), é um pré-requisito para a suspensão das sanções da ONU ao Iraque.

Os Estados Unidos já disseram que uma ação militar poderá acontecer se Bagdá não cooperar desta vez.

Blix afirmou que vai informar à ONU sobre a cooperação ou não-cooperação do Iraque, mas que não será ele quem decidirá se haverá guerra. “Isso está nas mãos do Conselho de Segurança e de seus membros”, declarou Blix.

Ontem, o Iraque prometeu acesso irrestrito de suas instalações aos inspetores. Baradei disse que a equipe desembarca em Bagdá “com um ótimo plano de jogo”, ou seja, uma boa lista de lugares a investigar, graças às dicas do serviço secreto dos EUA e de outros países.

Nos primeiros dias, os inspetores estarão empenhados em tarefas como alugar carros e instalar os laboratórios que vão examinar amostras do ar, da água e do solo. As inspeções propriamente ditas começam em 27 de novembro. Nem mesquitas e palácios presidenciais estarão a salvo.

O primeiro teste será em 8 de dezembro, quando o Iraque deve entregar um balanço completo de seus programas bélicos proibidos. Até 27 de janeiro, os inspetores devem apresentar seu primeiro relatório à ONU.

Fonte: Folha Online

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