18/11/2002 16h17 – Atualizado em 18/11/2002 16h17
Média caiu de 10 casos no primeiro semestre para cinco no segundo
Pela primeira vez, a Gerência de Saúde de Três Lagoas não descarta a possibilidade de os casos de leishmaniose estarem diminuindo. A média registrada caiu de 10 positivos para cinco.
Desde o fim do segundo semestre, os casos de leishmaniose sofreram um queda do município, mesmo assim, os setores da saúde não se arriscavam em prever um cronograma para ela.
Ontem a coordenadora de Endemias, Gisleine Saiar, disse pela primeira vez que a tendência é de que a doença esteja dando uma parada.
“De acordo com os nossos registros e com as campanhas que fazemos, pode-se dizer que vêm diminuindo os casos”, conta.
Todo esse receio veio pelo fato de a Saúde anunciar em março desse ano que a doença estava diminuindo, quando apresentou apenas cinco positivos. No outro mês os casos passaram do dobro, atingindo 13.
Segundo Gislaine, agora dá para se notar uma diferença no número de confirmações. “No primeiro semestre a média era de 10 pessoas contaminadas e esse índice baixou para cinco no segundo semestre”.
De janeiro até ontem a Gerência registou 86 casos positivos, com quatro mortes (veja quadro ao lado/abaixo). Este mês apenas um foi confirmado sendo um rapaz de 22 anos que mora no Jardim Alvorada.
PREVENÇÃO
Gislaine credita a diminuição dos casos no fato de a campanha ser intensificada com mutirão de limpeza, pulverização e trabalhos educativos. Além disso, o período de incubação da doença é de dois anos, e pelos cálculos da Saúde ele deve estar acabando.
CÃES
Quanto aos casos em cães ainda não houve uma diminuição. Segundo Gislaine o censo canino que está em andamento mostra um alto índice da doença.
“De todas as coletas em suspeitos, 50¨% dá positivo”.
Como a leishmaniose não tem cura nos cães todos são sacrificados. Segundo os últimos dados do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), mais de 1.200 animais foram mortos.




