14/11/2002 09h00 – Atualizado em 14/11/2002 09h00
Após dois dias de alta com a pressão de uma dívida cambial que vence hoje, o dólar abriu nesta quinta-feira, último dia útil de uma semana encurtada pelo feriado de Proclamação da República, cotado a R$ 3,65 para venda e a R$ 3,64 para compra, em alta de 0,55%.
Há dois movimentos contrários operando hoje sobre o mercado de câmbio. O primeiro é o fim da pressão da dívida, que foi liquidada nesta manhã segundo a Ptax -a mediana das cotações calculada pelo Banco Central de acordo com o volume- de ontem, R$ 3,6342.
O outro é a cobertura dos investidores para o fim de semana prolongado. Com três dias pela frente até o mercado reabrir, é improvável que os investidores esperem despreparados por eventuais surpresas – sobretudo no cenário político.
Também age sobre o mercado a ansiedade de um possível aumento de juros na próxima semana, na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do banco Central), para diminuir o consumo e conter a inflação. A taxa básica hoje é de 21%, e se subir muito mais, além de frear o aumento de preços, pode também inibir ainda mais a atividade econômica.
No cenário internacional, o clima é de maior tranquilidade. O Iraque anunciou ontem que acatou a resolução da ONU (Organização das Nações Unidas) que determina a entrada de inspetores de arma no país, o que reduz as chances de uma intervenção militar dos EUA – o que pressionaria os preços do petróleo e prejudicaria a retomada da economia global.
Fonte: Folha de São Paulo




