14/11/2002 16h20 – Atualizado em 14/11/2002 16h20
Uma paranaense que engravidou quando tomava as pílulas de farinha produzidas pela empresa Schering e vendidas nas caixas do anticoncepcional Microvlar será indenizada. A decisão foi tomada na quarta-feira pela 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná. O filho de Raquel Maria Ferrari Toneti, Rulian Mikhael Ferrari Toneti, atualmente com 4 anos, terá direito a uma renda de três salários mínimos mensais, plano de saúde e estudos pagos até que conclua a universidade ou complete 24 anos. Apesar da decisão, a Justiça negou o pedido de indenização de R$ 1,5 milhão pedido pela mãe. Raquel, que já tinha dois filhos, voltou a ficar grávida quando tinha 41 anos. Ele e o marido, José Rubens Toneti, evitavam ter filhos há oito anos e estranharam o resultado do exame, feito em dezembro de 1997, que mostrava a gravidez. Em junho de 1998, tornou-se público o escândalo das pílulas de farinha. O medicamento foi produzido com uma mistura química sem efeito anticoncepcional, para ser usado apenas em testes da embalagem do Microvlar. Apesar disto, cerca de 500 mil unidades do placebo saíram da fábrica por engano e foram parar nas farmácias. Mesmo conhecendo o problema, a Schering só avisou os consumidores e a imprensa sobre o problema um mês depois. A empresa prometeu recorrer da decisão.





