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quarta-feira, 22 de abril de 2026

A sina de um treinador

12/11/2002 09h53 – Atualizado em 12/11/2002 09h53

A vitória que encheu o Botafogo de esperança não tirou os pés do técnico Carlos Alberto Torres do chão. Considerado “bombeiro”, por carregar a sina de tirar times do sufoco, o Capita, num desabafo, disse ontem que não se considera um homem de sorte: “Há gente com mais estrela do que eu por aí. Se eu tivesse estrela, não estaria desde fevereiro sem trabalhar. Sou honesto com todo mundo e acho que merecia sorte melhor no sentido de dar prosseguimento ao meu trabalho. Mas não consigo nada”.

Agora mesmo, no Botafogo, Carlos Alberto aceitou o desafio de dirigir o time em somente três jogos, com o objetivo único de fugir do rebaixamento. Ele já salvou o Botafogo em 1997, o Atlético-MG em 1998, e o Flamengo em 2001. Mas o seu trabalho nunca teve seqüência. O último emprego, no América, durou tão pouco tempo, que Torres nem o leva em conta: “Fiquei lá somente um mês (março). A diretoria, honesta, disse que não poderia me pagar. Então, fui embora”.

Desiludido com a dificuldade de conseguir emprego no Brasil, Carlos Alberto foi parar no Haiti. Apesar do vínculo com o Botafogo, ele é uma espécie de relações-públicas e consultor do Violet, um dos times de maior prestígio daquele país. Para o futebol carioca, sobram críticas… “Enquanto não houver mudança na diretoria dos clubes, o futebol do Rio vai continuar nessa m…”, disse.

Fonte: Jornal de Brasília

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