01/11/2002 10h10 – Atualizado em 01/11/2002 10h10
Os rebelados da casa de custódia Jorge Santana, em Bangu, zona oeste do Rio, exigem a transferência dos presos condenados para outras unidades e melhora nas refeições. Eles mantêm oito policiais reféns. Homens do Bope (Batalhão de Operações Especiais) tentam negociar com os amotinados.
Na noite da última terça-feira, a Panflor Indústria Alimentícia do Rio, que fornece alimentos para presos do complexo penitenciário, foi atacada por criminosos que atiraram contra a fachada e jogaram dois bilhetes no pátio.
“Alimentação digna é direito do preso. Se liga. É só um aviso”, dizia um bilhete, assinado com as letras C.V.R.L.P.J.L.
CV é a sigla da facção criminosa Comando Vermelho. RL significa Rogério Lemgruber, o Bagulhão, um dos idealizadores do CV, já morto, mas ainda cultuado pelos membros da facção. PJL é a sigla de “Paz, Justiça e Liberdade”, lema do CV.
O outro bilhete trazia apenas as iniciais do CV e da facção criminosa paulista PCC (Primeiro Comando da Capital).
Na rebelião de hoje, os presos também escreveram as siglas CV, PCC e RL no telhado da unidade.
Fonte: Folha Online




