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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Fraga descarta mudar o acordo com o FMI

01/11/2002 13h01 – Atualizado em 01/11/2002 13h01

O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, afastou ontem a possibilidade do atual ou do futuro governo eleito alterarem o formato do último acordo negociado com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo ele, o desenho original do acordo permanece “válido” e não será alterado no próximo encontro com o Fundo marcado para os próximos dias.

“Não é nossa intenção tratar desse assunto [revisão do acordo] na reunião e nem o futuro governo participará do encontro como se já estivesse empossado”, disse ele. Segundo Fraga, quando o pacote foi negociado com o FMI, o Banco Central já previa a necessidade de se criar um “colchão de segurança” para esse período de transição entre o atual e o futuro governo.

“Sabíamos que seria um momento em que a equipe [econômica] mudaria de mão”, disse Fraga referindo-se à necessidade de contrair um novo empréstimo. De acordo com ele, o futuro governo pode aperfeiçoar ou fazer mudanças qualitativas no acordo fechado pela equipe atual com o FMI. Mas ele disse que o desenho original do acordo deverá ser mantido no futuro governo.

Segundo ele, a economia do Brasil está bem melhor do que as recentes turbulências fazem supor. Ao discursar em um seminário sobre fundos de pensão, Fraga disse que o país pode superar tensões financeiras e que é importante que o novo governo mantenha as conquistas dos últimos anos.

O presidente do Banco Central negou-se, no entanto, a comentar a inflação recorde do Plano Real medida pelo IGP-M de outubro, de 3,87%. Fraga limitou-se a dizer: “Leia a ata do Copom”.

Fonte: Gazeta do Povo

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