31/10/2002 09h08 – Atualizado em 31/10/2002 09h08
Nesta terça-feira, profissionais da área de saúde aconselharam os moradores da cidade italiana de Catânia, na Sicília, a usar máscaras protetoras após o terceiro dia de erupção do monte Etna.
Uma nuvem de cinzas vem caindo sobre a cidade desde que o vulcão mais ativo da Europa entrou em erupção no sábado à noite. Como consequência, os habitantes da cidade têm de sair às ruas com guarda-chuvas para se proteger de partículas incandescentes.
“Recomendamos fortemente o uso de máscaras protetoras, especialmente nos casos de bronquite crônica, asma e alergias”, disse Nunzio Crimi, professor do Instituto de Doenças Respiratórias e Alergologia do Hospital Ascoli Tomaselli, à Reuters Health.
A poeira lançada ao ar pela lava contém partículas de silício, ferro e enxofre, todas substâncias altamente irritantes para o tecido que reveste as vias aéreas. Essas partículas podem inclusive bloquear as ramificações menores das vias aéreas dentro dos pulmões, os brônquios, explicaram os médicos.
“Isso põe em risco aqueles que já sofrem de doenças brônquicas. A ocorrência de problemas vem aumentando entre os pacientes. Também estamos começando a observar outros efeitos na população, como as irritações nos olhos”, disse Crimi.
Catânia, a segunda maior cidade da Sicília, fica ao sopé do Etna. Na terça-feira, autoridades da cidade informaram que os aeroportos e as escolas permanecerão fechados até quinta-feira e proibiram a circulação de motocicletas pelas ruas da cidade.
Após uma série de terremotos que deixou cerca de 1.400 pessoas desabrigadas, o governo declarou estado de emergência na região em torno do Etna na terça-feira.
Ativo desde o início do século XVI, o monte Etna teve uma das maiores erupções vulcânicas do mundo em 1669, quando permaneceu ativo por 4 meses e matou 20 mil pessoas.
Fonte: Heuters





