31/10/2002 09h25 – Atualizado em 31/10/2002 09h25
Faltando cinco meses para a sucessão presidencial na Argentina, os 26 milhões de eleitores não sabem quando ou em quem votarão. O presidente Eduardo Duhalde garante que mantém a decisão de antecipar o final de seu mandato: deixará o poder no próximo dia 25 de maio, com ou sem eleições, em vez de esperar até dezembro de 2003.
Mas há quem duvide das intenções de Duhalde. Ele não tem candidato próprio e tampouco quer entregar a faixa presidencial aos ex-presidentes Carlos Menem e Adolfo Rodriguez Saá, os dois candidatos a candidato de seu Partido Justicialista (PJ) com mais chances de vitória. Por isso, Duhalde utilizou uma manobra política para tentar adiar as prévias, inicialmente marcadas para o próximo dia 15 de dezembro.
‘‘Duhalde marcou as prévias para 19 de janeiro porque quer ganhar tempo e fortalecer a posição de outros candidatos a candidato do PJ, mas é pouco provável que consiga fazer isso num mês’’, disse ao Correio o analista político Hector Stupenengo. Os dois nomes nos quais o presidente aposta são os governadores de Córdoba, José Manuel de la Sota, e de Santa Cruz, Nestor Kirchner. Mas ambos estão muito atrás de Menem e Rodriguez Saá.
Já os justicialistas que apóiam Menem — o principal inimigo político de Duhalde — insistem que, no fundo, o presidente quer permanecer no poder até dezembro de 2003. ‘‘Duhalde antecipou as eleições presidenciais de outubro para o dia 30 de março, mas a Justiça diz que ele não tem autoridade para convocá-las’’, explicou ao Correio o analista político Hugo Jaime.
Fonte: Correio Braziliense





