31/10/2002 14h22 – Atualizado em 31/10/2002 14h22
Prender a bola no meio de campo significa também nem sequer acenar com qualquer flexibilidade nas posições brasileiras. Ao contrário, Lafer repetirá o que disse em reunião na Bolívia: “Sem agricultura, não haverá Alca”. Se o governo Lula adotar o mesmo grito de guerra, não haverá Alca, pelo menos não no cronograma acertado na Cúpula das Américas de Québec no ano passado, que prevê o fim das negociações para janeiro de 2005.
A questão agrícola continua do mesmo tamanho em que estava desde o princípio: os EUA não querem fazer concessões enquanto os europeus não as fizerem no plano global. E os europeus estão emperrando a negociação. Mesmo que o governo FHC estivesse disposto a algo, dificilmente ela iria longe em Quito, já que os técnicos dos 34 países que formarão a Alca não conseguiram eliminar as divergências nos dois documentos da reunião ministerial de amanhã.
Fonte: Folha de São Paulo





