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segunda-feira, 20 de abril de 2026

ACM fará oposição a Lula e cobrará mínimo de R$ 250

31/10/2002 14h35 – Atualizado em 31/10/2002 14h35

Brasília – O senador eleito Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que deu seu voto aberto ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, antecipou nesta quarta-feira que fará oposição ao governo eleito e cobrará as promessas de campanha da Lula, incluindo um salário mínimo de pelo menos R$ 250,00. “O PFL deve aparecer unido na oposição, votando o que for importante para o País e cobrando”, disse ACM, que chegou hoje a Brasília para afinar seu discurso com o do partido, que reúne amanhã sua executiva nacional.

ACM disse, no entanto, acreditar que seu partido não deixará de apoiar medidas que já defendia antes, algumas com apoio do PT, como o aumento do mínimo. até reconheço que o salário de US$ 100, que era meu desejo e também do deputado Paulo Paim (PT-RS), agora eleito senador, hoje não é possível, com o dólar alto como está”, admitiu o senador eleito. “Mas o de R$ 211,00 previsto no Orçamento do ano que vem é vergonhoso, e isto não vamos aceitar”, disse. eu já briguei com o PFL por isto, não vou mudar agora”.

O líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), informou que o texto da nota que executiva nacional deverá aprovar amanhã já está pronto desde hoje à tarde. “Vai sair uma nota bonita parabenizando o Lula (Luiz Inácio Lula da Silva) pela vitória e dizendo que o importante na democracia é prestigiar o eleito, mas deixará claro que nós estamos na oposição”, antecipou.

E a oposição, “construtiva e responsável”, bem nos mesmos moldes definidos na véspera pela direção nacional do PSDB, implicará, segundo a nota, uma atuação em duas frentes: votanto o que for importante para o País e cobrando os compromissos assumidos em praça pública, para que não haja frustração. As cobranças também serão balizadas no comportamento e nas propostas apresentadas pelo PT.

No caso do fundo da pobreza, cuja criação foi proposta pelo ex-senador e senador eleito Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), o líder baiano já recomendou a seu suplente no Senado, Antonio Carlos Júnior (PFL), que apresentasse, hoje mesmo, uma emenda dobrando o valor da bolsa-escola para R$ 30,00 porque a seu ver R$ 15,00 eram realmente muito pouco, como já diziam os petistas. “Não creio que seja difícil para o PT cumprir o que prometeu, porque só se deve prometer o que se pode realizar. Se não tudo, pelo menos a maior parte”, observou ACM.

Fonte: Estadão

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