30/10/2002 17h00 – Atualizado em 30/10/2002 17h00
A primeira reunião da executiva nacional do PSDB depois de abertas as urnas produziu uma certeza: não vai ser fácil fazer uma oposição responsável ao novo governo, mantendo a coerência e o discurso entoado durante os oito anos da era Fernando Henrique Cardoso.
O tucanato concluiu ontem que o grande desafio do PSDB será defender as conquistas do atual governo, como estabilidade da moeda e contas públicas ajustadas, e ao mesmo tempo cobrar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que cumpra as promessas de campanha e execute as velhas reivindicações do PT. Daquele mesmo PT que, no Congresso, infernizou a vida de FHC com a pressão por um salário mínimo mais generoso.
“Estamos no fio da navalha. O perigo é o PT ampliar sua lua-de-mel com o povo às nossas custas, esperando que a gente crie dificuldades”, alertou o deputado eleito Mendes Thame (SP). “Essa coisa é como um jogo de xadrez e o Mário Covas já dizia que há momentos em que se joga parado”, advertiu o presidente do partido, deputado José Aníbal (SP). O caminho do PSDB será o da oposição responsável, e a palavra de ordem é cautela. “Depois de tanto tempo no governo, vai ser difícil ser oposição”, resumiu o governador eleito de Sergipe, Albano Franco.
Fonte: Jornal da Tarde




