29/10/2002 16h23 – Atualizado em 29/10/2002 16h23
Isso significa uma queda de 12 mil toneladas na oferta de carne suína para 311,6 mil toneladas. “O peso de abate ideal para o produtor é aquele que compensa os custos”, diz Paulo Tramontini, presidente da Associação Catarinense de Criadores (ACCS). Conforme a Embrapa Suínos e Aves, o custo de produção aumentou 80% desde o início do ano. “Os criadores devem continuar entregando animais mais leves até fevereiro de 2003, quando chega ao mercado a nova safra de milho”, diz Machado.
Mas, segundo Jonas Irineu dos Santos Filho, da Embrapa, não há espaço para quedas mais significativas no peso médio da carcaça. “Não existe mercado consumidor para esse animal”, afirma. De acordo com o pesquisador, o criador independente consegue reduzir bastante o peso, pois entrega animal para o consumo de carne in natura.
Para os integrados de agroindústrias, caso de 70% dos criadores da região Sul, a situação é mais complicada. Esse animal é destinado à produção de industrializados – cuja qualidade pode ser comprometida pela redução do peso – ou à exportação. “O principal comprador do produto brasileiro, que é a Rússia, prefere carne com mais gordura, devido ao clima frio e aos hábitos culturais”.
Fonte: Valor Online






