29/10/2002 16h37 – Atualizado em 29/10/2002 16h37
SÃO PAULO – A Prefeitura de Campinas vai entrar com ação contra o laboratório Organon, responsável pela distribuição do anticoncepcional Tricilon. Na semana passada, três mulheres denunciaram que ficaram grávidas mesmo usando o produto, distribuído como anticoncepcional pela rede municipal de saúde. Depois da denúncia, o medicamento o Ministério da Saíde mandou que fosse suspensa a venda do Tricilon em todo o País.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a ação vai pedir ressarcimento pelos prejuízos pela compra do anticoncepcional e também com a compra emergencial de um medicamento compatível para atender a população depois que o produto foi interditado. Somente com a compra emergencial, a prefeitura gastou R$ 30,3 mil.
A prefeitura vai entrar também com uma representação no Procon para que as três mulheres que usavam o anticoncepcional e ficaram grávidas tenham uma assistência jurídica e possam reivindicar seus direitos.
Segundo a assessoria de imprensa do laboratório Organon, a retirada do Tricilon das farmácias de Campinas ainda não começou. Os próprios estabelecimentos estão entrando em contato com o laboratório para avisar que possuem o lote. Somente depois de feito o mapeamento, o medicamento vai ser recolhido. Ainda segundo a assessoria, o medicamento deve ser recolhido até o final de novembro.
Fonte: EPTV



