21/10/2002 15h57 – Atualizado em 21/10/2002 15h57
BRASÍLIA – A balança comecial brasileira teve mais um resultado positivo na terceira semana de outubro (entre os dias 14 a 20), registrando um superávit de US$ 394 milhões. No mês, o superávit chegou a US$ 1,145 bilhão. A média de exportações na terceira semana foi de US$ 256 milhões por dia, contra US$ 177,2 milhões de importações.
Do início do ano até a terceira semana de outubro foram exportados US$ 47,284 milhões. Já as importações no período somaram US$ 38,281 bilhões.
A média diária das exportações em outubro até a terceira semana, acumulada no valor de US$ 290 milhões, apresentou um crescimento de 18,3% em relação ao mesmo mês no ano passado, quando a média chegou a US$ 227,4 milhões. Em relação a setembro deste ano, registrou-se queda de 13% nas exportações. Já no comparativo com a segunda semana do mês, houve queda de 7,3% nas vendas externas.
O relatório do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, divulgada na tarde desta segunda-feira, aponta o aumento nas vendas nas três categorias de produtos (básicos, manufaturados e semimanufaturados) como a razão do crescimento em relação ao ano passado.
A venda de básicos – entre eles petróleo em bruto, soja em grão e farelo de soja, fumo, carnes suína e de frango – subiu 39,2%, passando de US$ 61,9 milhões para US$ 86,1 milhões. O comércio de semimanufaturados teve um acréscimo de 34,5%, sobretudo com os produtos óleo de soja em bruto, ferro, celulose, couros e peles e açúcar. Os manufaturados subiram 3,1%, puxados pelas vendas de laminados de ferro/aço, gasolina e suco de laranja.
Do lado das importações, houve queda de 8,1% em relação à segunda semana, motivada, principalmente, pelos menores gastos com combustíveis e lubrificantes, químicos e veículos. A média diária até a terceira semana de outubro foi de US$ 187,2 milhões, 13,4% abaixo da média de outubro do ano passado (US$ 216,2 milhões) e 2% inferior à de setembro deste ano.
No comparativo com outubro de 2001, reduziram-se os gastos sobretudo com veículos (27,6%), siderúrgicos (23,2%) e cereais (19,9%). Em relação a setembro, houve retração nas aquisições de cereais e produtos de moagem (-24,4%), instrumentos de ótica/precisão (-4,2%), siderúrgicos (-4,0%), combustíveis e lubrificantes (-3,9%) e borracha e obras (-3,3%).
Fonte: GloboNews



