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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Seqüestrada por rebeldes, ex-candidata à presidência da Colômbia pode estar gravemente doente ou mor

03/10/2002 09h00 – Atualizado em 03/10/2002 09h00

A ministra da Defesa da Colômbia, Martha Lucia Ramírez, afirmou nesta quarta-feira que não passam de especulações as notícias de que a ex-senadora e ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, seqüestrada pelos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em fevereiro, estaria seriamente doente ou possivelmente morta. No entanto, um senador afirma que ela foi levada para tratamento médico num lugarejo dominado por guerrilheiros, e que seu estado de saúde era muito frágil.

  • Recebi informações de indígenas de Planadas. Disseram que reconheceram Ingrid ao vê-la sendo internada duas vezes na clínica local e depois levada de volta às montanhas – disse o senador Jesús Piñaque, também indígena da tribo Paez, que habita aquele povoado de 33 mil habitantes onde, em julho passado, os guerrilheiros realizaram sua primeira “reunião do governo civil das Farc”.

Ingrid pode ter uma das doenças comuns na selva – Ingrid foi vista pela última vez num vídeo divulgado pelas Farc. Estava bem mais magra e com aparência cansada. Sua voz também estava debilitada. Médicos amigos da família disseram que ela pode ter contraído uma das doenças mais comuns nas selvas colombianas – como febre amarela, malária e leishmaniose.

Em sua última edição, a revista “Semana” disse que organismos de inteligência da Colômbia tiveram contato com quatro informantes que não se conhecem entre si, e que todos lhe passaram a mesma informação: Ingrid estaria gravemente enferma e teria sido levada pela segunda vez à clinica de Planadas para um atendimento de urgência. A ministra de Defesa, porém, afirmou:

  • A informação que temos até o momento é de que tudo não passa de rumores.

Em Bruxelas, Juan Carlos Lecompte, marido de Ingrid, e o deputado Alain Lipietz, do Parlamento Europeu, fizeram um apelo ontem às Farc para que a libertem. Ao mesmo tempo, pediram ao presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, que concorde em fazer uma troca de Ingrid por guerrilheiros presos, conforme solicitam as Farc há sete meses.

  • Nossa posição é que um intercâmbio humanitário é uma saída que pode ser muito rápida, como aconteceu em junho passado – disse Lecompte, lembrando que naquele mês o governo conseguiu a libertação de 200 soldados em troca de 50 guerrilheiros que estavam na cadeia.

Fonte: Globo

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