02/10/2002 10h22 – Atualizado em 02/10/2002 10h22
As supostas ligações de Fernandinho Beira-Mar com o tráfico de drogas na região de Campinas (95 km de SP) já eram investigadas em 1999 e 2000, durante os trabalhos das CPIs do Narcotráfico federal e estadual.
Beira-Mar teria utilizado a chamada “conexão Atibaia”, que era responsável pelo transporte de drogas de outros países, como a Colômbia e a Bolívia, para o Brasil, para o agenciamento de pilotos e a adulteração de aviões para o tráfico de drogas.
Na ocasião, Atibaia foi apontada pela CPI como um dos principais entrepostos de entrada e saída de drogas no país.
Em agosto de 2000, a Justiça de Atibaia determinou a prisão preventiva de 11 pessoas supostamente ligadas à essa conexão. Entre elas estavam pilotos, empresários e fazendeiros. Os acusados teriam sua base de atuação no aeroporto de Atibaia.
Segundo as CPIs, a conexão era parte de um amplo esquema de tráfico de drogas existente nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná.
Traficantes desses Estados usariam empresas de Atibaia para comandar o esquema de distribuição aérea de drogas.
Fazenda suspeita
A polícia chegou a investigar uma fazenda na região de Atibaia, que pertenceria a Beira-Mar, o que nunca foi comprovado.
O Denarc, que está apurando a conexão de Beira-Mar com o tráfico paulista atualmente, também não confirmou ter indícios do envolvimento direto dele com o esquema existente em Atibaia.
A principal ligação descoberta do traficante no exterior é com os soldados das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que produzem cocaína e trocam por armas para uma possível guerrilha no continente.
Fonte: Folha Campinas






