28/01/2011 14h43 – Atualizado em 28/01/2011 14h43
Sou Filho de “paiiiinho” sim senhor
Emerson Augusto Fonseca
O grande e atual desenvolvimento industrial e econômico da “cidade pólo”, têm o prazer de receber de forma homogenia nossos já considerados irmãos, os nordestinos. Seja da Bahia, do Maranhão….com seu jeito tímido disfarçado, basta um “Ola!” para que um “oxênte”, “mainha”, o “cabra da peste” que muitas vezes se sente distanciado e fora de foco saia logo do até então anonimato e distribua a todos um belo sorriso e um “papo” que muitas vezes surpreende a todos.
De sandálias nos pés, camiseta regata, desfilam pelas ruas despojados de qualquer tipo de “olhar alheio”, criando uma esfera agora heterogenia, os “aventureiros” que depositam na sua força de trabalho toda esperança e fé – sentimento que não falta ao povo nordestino – deixarão e ainda vão deixar uma marca cultural até mesmo para os mais tradicionais treslagoenses.
O requebrado, é a marca principal desse povo que levanta cedo e do nascer ao pôr do sol, sangra pelos poros a lembrança da sua terra, e a saudade “dos seus” que distantes ficaram na expectativa de que o “SUL”, transformara de vez sua realidade muitas vezes marcada pela dor da partida e de seu “destino” escrito em terra seca no vasto sertão de pobreza e descaso social.
Cai mais um dia, e a convalescença toma conta dos insaciáveis donos de uma alegria, que nem mesmo a solidão e o duro trabalho são capazes de reprimir um “trio elétrico” de “homens formigas”, que acorrentados pela quase vã coragem, trazem no coração uma realidade onde o domínio dos poderosos minam a tão sonhada “sorte grande”.
Sorte grande a nossa! Treslagoenses, brasilandenses…que temos o prazer de conhecer uma cultura que viajou milhares de quilômetros mudando costumes, criando uma célula de cores diversificadas para que o progresso e interação de povos de um país de dimensões continentais fosse capaz de abraçar nossos irmãos e filhos da praia ou do sertão…
OXALÁ….



